<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790</id><updated>2011-07-07T19:28:27.554-07:00</updated><title type='text'>o MUNDO de tainara</title><subtitle type='html'>às vezes me sinto assim, meio Pequeno Príncipe num planeta vazio</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-5217430321408637066</id><published>2010-10-06T12:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T13:11:27.112-07:00</updated><title type='text'>O menino que arranhava a Terra</title><content type='html'>Arranhava a Terra como se cavasse um buraco, mas no fundo arranhava a Terra para feri-la. O horror e o ódio lhe escorriam pelos lábios como baba, gotejando sobre o cascalho e a terra negra sob seus joelhos, mas ele seguia arranhando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um que olhasse diria que ele estava brincando, abrindo espaço para esconder um tesouro, como as crianças normais fazem, mas ele não era normal: ele queria ferir a Terra. Queria esburacá-la toda e encher de dor toda sua epiderme terrena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino arranhava, arrancando tufos de terra negra, cascalho, grama e esterco, sujando as mãos de negro, mas não importava, ele não era um menino normal, ele não queria se sentir bem. Ele se sentia estranho ali, na Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavava e escavava, mas no fundo arranhava e feria. Queria ir embora, porque ali não era seu lugar, ali se sentia demasiado horrendo para permanecer por mais tempo, enquanto as outras crianças brincavam de esconder e chutavam a bola pra cima e pra baixo. Aquilo era demasiado terreno para ele. Precisava fugir, desaparecer, encontrar seu próprio mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia dor e tristeza, queria conseguir fechar os olhos e negar o mundo, mas era impossível, as imagens, as vozes, as verdades... Tudo aquilo lhe rodeava, acirrando o cerco cada vez mais. Injustiça, guerra, fome, vergonha, medo, ódio, tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que tudo fosse pro inferno, e por isso arranhava, por que era o que a Terra merecia em troca, como se arrancasse pedaços de pele, tirando sangue, puxando cabelos, obstruindo vasos sanguíneos, ia destroçando um pouquinho daquela Terra que tanto odiava... Como podia alguém querer viver na Terra? Como alguém apoiaria, fecharia os olhos e sobreviveria a toda aquela desgraça? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns com tanto, outros com nada. Puxava com raiva a raiz da árvore, tentando com todas suas forças arrancar da Terra, como se extraísse a jugular para assassiná-la de uma vez por todas. Queria que a Terra parasse de respirar, que toda a gente entrasse em júbilo, que a dor e as tristezas desaparecessem, rapidamente, num piscar de olhos, e então ele pararia de arranhar e arrancar e ferir a terra e suspiraria aliviado. Por debaixo das unhas o sangue descendo e a ardência na carne aumentando, mas então todos estariam em paz, num mundo melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que por ser criança acreditava que a maldade estava na Terra em si, em seus caroços e rebentos naturais, e não em cada um de nós humanos que nela vivem. Por que as crianças vêm além, e fantasiam aquilo que lhes dói: a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------&lt;br /&gt;N.A: acredito que esse menino vive um pouquinho em cada um de nós, sem saber exatamente como curar o que talvez nem tenha remédio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-5217430321408637066?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/5217430321408637066/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=5217430321408637066' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5217430321408637066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5217430321408637066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2010/10/o-menino-que-arranhava-terra.html' title='O menino que arranhava a Terra'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-2832510115324173002</id><published>2010-07-05T13:19:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T13:20:56.109-07:00</updated><title type='text'>Notas - A Morte</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hay tanta luz tan sombría en el espacio&lt;br /&gt;y tantas dimensiones de súbito amarillas,&lt;br /&gt;porque no cae el viento&lt;br /&gt;ni respiran las hojas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(El reloj caído en el mar – Pablo Neruda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto no peito pedaços mortos do meu coração, o som quebrado do meu pranto e minha voz muda de quem já se foi. Sinto os dedos das minhas mãos, tão finos e frios que parecem quase podres, os tenho mortos em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há palavras doloridas que escorregam dos meus lábios, e verdades sombrias em meus pensamentos que prefiro nunca pronunciar. Meu coração já não é vermelho, nem pulsa; meu músculo involuntário agora é raiz de todas as trevas, e ferve frio, queimando por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou estilhaços de vidro espalhados pelo chão, confundidos com a grama seca, misturada com a terra negra e as gotas de orvalho. A grama amarelada lembra o fim do outono e meus pés, brancos como lírios, lhe pisoteiam num sem fim de passos descontínuos; minha pele vai se rasgando contra os pedaços pontiagudos que eu mesma despejei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se, para o nunca e para o nada, agarrando-se as recordações e razões. Foi-se, deixando-me sozinha com minhas próprias lágrimas sujas e mãos trêmulas. Capturou tudo o que me sobrava de luz e desapareceu, como a água faz entre os dedos, escorrendo gota a gota, como meu pobre e poeirento coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia dá passos de sangue quente em direção à noite e meus olhos querem seguir chorando mesmo que fechados, sentindo o cheiro maduro da morte e da terra; as orquídeas deixadas no chão, ao lado da lápide, enquanto sigo escutando vozes desconexas chamarem meu nome entre soluços de dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive intermináveis horas observando o decorrer da vida. A maneira que desliza vida e morte numa mesma estrada sem fim, vezes se esbarrando, vezes tropeçando, vezes cumprimentando-se sem dizer adeus, vezes indo embora sem notar-se uma à outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se desaparece assim, como se virasse pó ou sumisse na imensidão do universo, quando me dei conta disso, vagamente, minhas lágrimas eram de sal e sangue e tinham o poder da destruição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo que cada uma delas caísse apenas no meu próprio rosto, manchando apenas a minha pele, eu sentia como se a maldição destrutiva que cada uma delas emanava fosse capaz de afetar todas as pessoas que me rodeavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se. Voando para o nada, tocando o infinito com seu corpo magro e desolado, sua voz me vinha aos ouvidos, rouca e podre como a morte, atormentando meus pensamentos doentios. Martelando suas canções de despedida em meus tímpanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pranto descontínuo, meus medos incontroláveis, minhas fantasias em vão. Tudo perdia e entremesclava com as meras visões baças que meus olhos podiam me dar, arrancando-me a alma como a morte costuma fazer, rompendo veias e ligamentos de uma relação defunta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se, mas deveria haver-me levado junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manhãs nasciam com esforço, lançando jorros de luz ao céu até ganhar sua luta contra as trevas. E cansei de vislumbrar batalha trás batalha, como se houvesse salvação para a escuridão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a mesma luz não me parecesse sombria e solitária, trazendo recordações já em estado de decomposição, ardidas e latentes, rastejantes na minha mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que encaixotar corpos se, ao fim, todos virarão pó? O que deixamos nesse mundo se nossa alma se vai, se nossos ossos de desfazem e somos aprisionados em malditas caixas de madeira cara com forros acolchoados e macios que guardarão nossas cinzas mal-cheirosas e antiquadas, nossas unhas esfareladas e cabelos descoloridos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedaços amaldiçoados de vidas que jamais voltarão, de vidas que pouco marcaram o mundo ou representaram alguma salvação. Partes incógnitas da criação e destruição dessas almas pecadoras, rebanhadas em petróleo negro e areia cinzenta, cheirando a mofo e flores mortas, pulmões cheios de água suja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte, desgarradora de peitos com seus dedos de maldade e unhas que comem carne humana. Rachaduras escuras e gretas mal cheirosas. Cheirando à perda, desilusão e remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se. E que me levasse também, em uma de suas nuvens cinzentas de enxofre e chumbo ardente que queima almas solitárias. E que morresse por fim sem deixar mais vestígios que um suspiro roto, sem lágrimas de despedida ou choro de tristeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que morresse, para não ter que ver outra vida ser levada na minha frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-2832510115324173002?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/2832510115324173002/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=2832510115324173002' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2832510115324173002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2832510115324173002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2010/07/notas-morte.html' title='Notas - A Morte'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-1272400034786474230</id><published>2010-06-03T10:45:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T10:47:03.372-07:00</updated><title type='text'>La Chilenita</title><content type='html'>Eles ficaram se olhando durante um longo tempo, antes que pudesse pensar em alguma outra citação de um poema ou livro bom. Logo ele se iria e ela continuaria ali, com seus estudos sobre literatura e teatro, com seus pés metidos nos chinelos havaianas já gastos, nos vestidos hipilões misturados com colares de pérolas falsas compradas no camelô da Santo Amaro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles ficaram se olhando enquanto ele tomava a cerveja, que já deveria de estar quente depois de tanto recitar Borges, Neruda e Bocage – porque eles preferiam os versos firmes e eróticos parar rir –, e ela acendia o cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu um suspiro e mordeu dentro da bochecha querendo perguntar logo de uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que Paris?” Ela disse enfim, assim como havia perguntado tantas outras vezes aquela mesma frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que sim”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela bufou, soltando a fumaça pelo nariz e a boca ao mesmo tempo. Desde sempre ele queria morar em Paris e sem nunca uma boa explicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só pode ter sido que leu e gostou demais de Vargas Llosa!” ela reclamou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Li e gostei, mas a vontade foi bem anterior...” murmurou, acendendo um cigarro ele mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu. Ele sempre estava indo e vindo, mandando cartas como se fossem de um tempo longínquo, sem internet ou skype ou telefone. E ele sempre lhe mandava as cartas longas endereçadas com zelo a sua casa, em envelopes normais brancos com selos de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então só pode ser pelas mulheres, a vida boêmia, as artistas por todos os lados pululando nas pensões mequetrefe onde você se aloja.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mequetrefe também não, Flor!” ele riu “Precisa ir comigo! Conhecer Paris e tudo o que há de bom naquela cidade!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ai, Nando, sai pra lá com essa sua Cidade Luz porque ela já me roubou anos de melhor amigo...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E ficou com ciúmes de uma cidade?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deu de ombros, fumando o último ou penúltimo trago, ajeitando o vestido longo e hippie nas pernas, verde claro e azul, contrastando com os cabelos negros e longos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois ele zombou dela, reclamando que Flor tinha pegado o sotaque engraçado daquele namorado chileno dela. O que lhe fez reclamar e espernear que ele estava lendo Vargas Llosa demais! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ta sim, com sotaque de chilenita” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nando, você não é o Ricardo e não estamos vivendo ‘Las travesuras de la niña mala’!” exclamou, puxando os cabelos pra frente e fazendo uma trança “Você foi em busca de aventuras, não é? Não foi atrás de ser cineasta e ganhar a vida assim?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, chilenita” zombou de novo, fazendo a outra emburrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois se eu fosse sua chilenita, era você quem devia correr atrás de mim e não ir-te pra Paris. E ficar aí morrendo de amores pela minha carne.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E quem disse que não morro, Flor?” e ele riu da expressão estressada dela “Morro desde que conheci essas canelas bem torneadinhas, mas não me deu nenhuma chance, aliás arranjou um namorado atrás do outro e entre eles muitos amigos meus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E agora vai querer que eu acredite nesse despautério, Nandinho!” reclamou roubando a cerveja dele, porque a dela tinha acabado. E ele levantou pra buscar outra garrafa na geladeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E o chileno?”   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi embora pra Santiago, dizendo tchau e bença. Pegou as imagens que queria de São Paulo, da Avenida Paulista para o curta, juntou os trapinhos dele e largou fora de casa. Ficou só o silêncio...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O silêncio e o fogueirão aceso entre as pernas, assume.” Ela revirou os olhos “Diz a verdade Flor, morreu de raiva que perdeu o chileninho e ficou com a cama fria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oras, obvio, ninguém escreve com a cama fria, como acha que andam minhas produções literárias? Um poema doído atrás do outro. A falta da pele dele, do hálito no meu cangote, das mãos quentes durante a noite, e já viu. Certamente os continhos andam sendo os mais deprimentes da minha vida”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então vem comigo pra Paris que eu esquento a sua cama.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso! Enche ela com seus amigos, que minha escrita agradece!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles riram e ele a viu levantar e andar até o sofá cama aberto ali na sala/cozinha do pequeno apartamento que ele ainda tinha em Sampa pra quando voltava à terrinha. E ela esparramou o corpo ali, meio mole de cerveja, meio cansada, o cigarro pendurado nos dedinhos miúdos amorenados do sol e da praia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, Florzinha, se tu não fosse tão cabeça dura eu te comia” ele disse rindo, andando até ela, seus joelhos se esbarrando “Que nem a chilenita do Pichiruchi, recitando o mais forte de Neruda no seu ouvido, enquanto eu entrava devagarzinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vai te iludindo, vai!” ela disse rindo “Que você enlouqueceu pelo Vargas Llosa e ta achando que eu vou ser tan estrechita cuanto su chilenita.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele riu e decidiu parar, a brincadeira estava indo longe demais, com seus joelhos se tocando e o corpo dela espalhado pelo colchão, dando aquela sensação curiosa de sexo ainda por fazer. Sentiu vontade de derramar os demônios naquele corpinho magro que conhecia desde o colégio, mas nunca havia tido possibilidade de tocar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E se brincarmos de Travesuras de la niña mala?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu, levantando os olhos pra ele, as cinzas do cigarro caindo no chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Brincar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fingimos que eu sou el niño bueno e você la niña mala. Eu faço o que a chilenita ordinária gostava tanto que o pichiruchi mequetrefe do Ricardo lhe fizesse e logo veremos se você não me deixa esquentar sua cama...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o encarou. Os olhos arregalando e então riu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vou precisar de mais cerveja pra te deixar afundar a cabeça entre as minhas pernas, Nando!” Exclamou, a risada aumentando por culpa das cervejas já tomadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também riu, meio que desistindo da empreitada. Ela ainda o via apenas como melhor amigo e parecia que não ia mudar tão cedo. Encheu os copos e devolveu o dela em mãos, enquanto ela sentava no sofá cama mais uma vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda ria da brincadeira e ele se sentia extremamente incômodo, sem entender direito tudo aquilo, havia se colocado no meio do fogo queimado, saíra sem bala, mas com a sensação de ter perdido o coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ei, Flor, vai comigo pra Paris. Há várias companhias de teatro que aceitam estrangeiros, a gente consegue um visto de estudante pra terminar Literatura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nando, cada um vive seu sonho. Quando eu achar que devo ir atrás de você eu vou, afinal como uma boa niña mala eu só terei você, sempre você, meu melhor amigo, que me socorre nas horas de desespero.” Ela sorriu, fazendo ele sentar do lado dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentiu o coração batucar firme no peito e o cheiro dela invadiu suas narinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vai, me beija logo Fernandinho, que me dá não sei o que ver você com essa carinha de cachorrinho sem dono*”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele beijou. Porque por mais eu ela não fosse a chilenita do livro que ele tanto gostava, ele amava Flor há muito tempo e mais do que podia suportar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------&lt;br /&gt;O título significa A Chileninha, em espanhol. e o livro mil vezes citado é (em português) As Travessuras da Menina Má, de Mario Vargas Llosa, meu mestre amado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-1272400034786474230?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/1272400034786474230/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=1272400034786474230' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/1272400034786474230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/1272400034786474230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2010/06/la-chilenita.html' title='La Chilenita'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-2668709459101617033</id><published>2010-06-02T23:11:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T23:29:33.194-07:00</updated><title type='text'>Sobre Longas Viagens</title><content type='html'>Chorei como uma criança, sentada na minha nada confortável poltrona do avião. A mulher do lado me olhava, séria e levemente assustada - ou apenada, mas tanto faz - e eu assoei o nariz sem me importar com os olhos curiosos dela em cima de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me ajeitei no assento e verti as lágrimas no Kleenex branco que tinha em mãos, já empapado de tanta água salgada que lhe caía. Então o coração doeu muito e fechei os olhos soluçando, sentindo o sosego começar a chegar, devagarinho, como uma erva-daninha que cresce aos poucos. Nesse caso, a era não tinha nada de daninha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aeromoça perguntou se eu estava bem, se eu queria algo, se mandava prepararem um "té". Não não, obrigada, a dor já passou. E, enquanto a minha vizinha de poltrona imaginava que eu estava deixando em São Paulo meu namorado, a família, uma amiga do coração, eu repassava na cabeça as últimas frases do livro, que haviam me comovido até a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo não sei porque chorava: se por ter terminado um bom livro (desses que você não quer que termine nunca), por ter sido um final extremamente válido e ao mesmo tempo triste, ou porque realmente estava deixando a minha família mais uma vez, dessa vez sem saber ao certo quando eu voltaria a vê-los. Talvez dentro de um ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, dessa maneira velada, o bolo imenso no meu peito se desfez, no choro explicado pelo fim do livro, nesse choro realmente doloroso, quase como uma libertação ou um fim de ciclo. Dessa maneira, não sei como, o coração se assentou no peito, a batucada descompassada se acalmou e respirei tranqüilamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher do lado se ajeitou na poltrona mais calma, já não incomodada pelas minhas reações. A aeromoça sorriu e me deu um copinho d'água, e por fim me deixaram em paz, na santa solidão divina, sem olhos curiosos em cima de mim.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse livro ou fosse tristeza, chorei a gota gorda até o coração amansar dentro do peito. E já estava pronta para mais uma longa viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-2668709459101617033?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/2668709459101617033/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=2668709459101617033' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2668709459101617033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2668709459101617033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2010/06/sobre-longas-viagens.html' title='Sobre Longas Viagens'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-7971921980503333832</id><published>2010-04-25T04:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T04:21:41.819-07:00</updated><title type='text'>Made in Brazil</title><content type='html'>foi a primeira vez que eu sentei e comecei a criar algo original. meu peito palpitou com as idéias que iam surgindo e eu quase me orgulhei. quase. depois lembrei que só devo me orgulhar quando tiver pelo menos 5 capítulos do livro concluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e logo me senti outra vez como Pequeno Príncipe nu planeta vazio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas já tem títuñlo provisório: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Made in Brazil&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-7971921980503333832?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/7971921980503333832/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=7971921980503333832' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7971921980503333832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7971921980503333832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2010/04/made-in-brazil.html' title='Made in Brazil'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-2000575996206310477</id><published>2010-04-17T07:20:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T07:21:20.458-07:00</updated><title type='text'>Eu, por mim mesma</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt; 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font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;“Que ainda era muito e muito pouco.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;- Daniel na cova dos leões- Legião Urbana -&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Eu nunca fui racional. Modesta. Permanente. Eu conhecia a metáfora Metamorfose-Ambulante de cor e salteado, de trás para frente e de frente para trás. Eu queria ser tudo aquilo que eu achava que não era.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Eu tentei me classificar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Mas, buscando com todo afinco possível no mundo, eu não encontrei nenhum rótulo nas Páginas Amarelas que fosse “a minha cara” – e eu a li duas vezes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Tentei ser emo, punk, rock, clássica, bitch, funkeira. Não consegui. Na verdade eu sou eclética, eu posso ouvir e dançar um pouco de tudo. Acho que sou uma mistureba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Beijei meninos e meninas, eu quis ser lésbica e adotar uma filha, então iríamos para a praia e nossas conversas sempre seriam de mulher-para-mulher. Mas não consegui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;A gente não é o que gostaria de ser, a gente é o que é. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Eu me embebedei em tantas festas e carnavais que eu não saberia dizer quantas foram. Eu fui fumante – e as vezes ainda sou –, acho sexy, o que posso fazer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Eu quis ter muitas vidas, inventar cada uma delas, nos seus mínimos detalhes, cada uma das cenas, dos personagens, dos nomes e as frases. Eu criava – e sigo criando – diálogos no banho, às vezes em inglês, outras em espanhol ou português. Ultimamente até arrisco algumas palavras do japonês. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Eu sempre quis ser famosa, eu queria ser atriz, queria dançar e cantar num palco, agradecer aos fãs, ser escritora e dar autógrafos, ganhar o Oscar para fazer crítica social ao vivo nas televisões de quase todos os países. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Queria ser revolucionária, mas há muitas vezes em que penso que já sou, que meus atos e meus ideais vão contra de tanta coisa que me tacham de utópica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Mas eu gosto dessa palavra “utópica”, se voltamos atrás e vemos sua concepção inicial por Thomas More, encontramos que do grego podia significar “em nenhum lugar” ou “em bom lugar”. O que significa que, ou pertenço a lugar nenhum, não posso encontrar um rótulo específico, ou pertenço a um bom lugar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Acho que o único rótulo que eu gosto é esse: A Utópica. Por mais duro que seja, soa melhor que qualquer outro rótulo banal que encontramos pelas geléias da vida... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Mas, voltando, eu queria viver todas as vidas possíveis, eu deveria ter sido atriz, mas pra variar tomei o caminho errado e me meti em Direito, sim eu – a utópica, louca e descabelada – vivendo entre os burocratas de direita. Pois, como podem ver, não deu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Não pude, eu sinto muito, papai e mamãe, mas a sua filhota aqui nasceu pra voar como passarinho do mato e não se enjaular num montão de leis estúpidas e, nem sempre, factíveis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Eu nasci pra criar. Ah, isso eu tenho certeza, eu sempre fui boa inventando, tão boa que brincava com os esmaltes da minha mãe, e dizia que era uma “familiazinha”. Eu passava horas a fio brincando sozinha, eu gostava de brincar sozinha porque assim as Barbies não tinham que falar em voz alta e eu podia inventar o que quisesse na minha cabeça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Sim, essa era e sou eu. Eu invento minha vida quase 24h do dia, um pouco outsider e introspectiva – você pode estar pensando – mas quando me vir falando em japonês como se estivesse em Tokio, bancando a ídolo, vocês vão rir e entender que assim eu sou mais feliz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Porque eu sempre gostei de coisas impossíveis, eu sempre gostei daquilo que eu nunca poderia ter e, por mais impossível que fosse, eu o almejaria até que cansasse desse e inventasse outra coisa ainda mais impossível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="PT-BR"&gt;Porque eu sou brasileira e não desisto nunca.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Porque, por muito que eu deseje as coisas e que seja muito, eu sempre acharei que ainda é muito pouco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-2000575996206310477?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/2000575996206310477/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=2000575996206310477' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2000575996206310477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2000575996206310477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2010/04/eu-por-mim-mesma.html' title='Eu, por mim mesma'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-5188619895614743491</id><published>2010-04-15T15:44:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T16:09:52.247-07:00</updated><title type='text'>Pra curar heroísmo</title><content type='html'>Então houve um baque, um desses surdos, sem ninguém esperar. Depois veio a dor, aquela dor que te amoleces todo o corpo, mas que com o tempo te acostumas a ela e a vida volta a ser a mesma. Logo te das conta de que o coração tem sofrido últimamente, mas te tens negado a assumir, a cuidar dele como se é devido. Que as dores de cabeça não são passageiras, senão crônicas, e ris de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pura barbaridade! Nada disso é verdade, tu nasceste pra ser um indivíduo feliz e completo, mas o maldito buraco no peito não tem feito mais que arder e molestar, como se te metessem o dedo na ferida dia após dia. Vão arrombando o dito cujo, seguindo seu próprio rítimo; e tu no sossego: fingindo não sentir, agüentando a maldição como uma boa mulher tem que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engolindo a dor e os incômodos, fazendo cara de boa moça, mentindo pra ti mesma. E, de repente, tu começaste a escorregar, as costas contra a parede, o cigarro pendurado nos dedos da mão esquerda, enquanto a mão direita tocava o chão te ajudando a sentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonita maldição aquela: de querer ser mais forte do que tu pode ser. Mais madura e consciençuda do que previu. Mais feliz e verdadeira do que pode agüentar. Mais amável e compreensível do que é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, guriazinha, abre os olhos pro mundo e toca com a ponta da língua a amarga verdade, a de que tu não é nenhuma heroína ou suicída pra seguir assim: rasgando o coração pra depois costurar. Usa teu par de olhos que podem chorar tranqüilamente, e deixa lágrima por lágrima escorrer e manchar e te cansar, até a dor de cabeça te fazer cair no sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu precisa entender, menina, que gente da tua idade ri e se diverte, mas chora e diz que sofre quando precisa se sentir humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a dor te derrubou e tu ficou ali parada no chão da cozinha, até que ele te viu e te ajudou a ir jogar água na cara e tomar água com açúdar. Te fez passar pelo papel de garotinha frágil que precisava. Agora basta: não reclame mais, apanha essas forças que ele te jogou encima e volta a atuar como a valente e sempre feliz criatura que tu planejou ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca te esqueças de ser humana vez ou outra, que faz bem pra gente. E ajuda a diminuir a dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-5188619895614743491?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/5188619895614743491/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=5188619895614743491' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5188619895614743491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5188619895614743491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2010/04/pra-curar-heroismo.html' title='Pra curar heroísmo'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-7441406681589294495</id><published>2010-03-06T14:55:00.000-08:00</published><updated>2010-03-06T15:03:11.203-08:00</updated><title type='text'>Leva</title><content type='html'>Ela riu e o olhou, sentada junto da lareira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vem pra cá, nego, traz toda essa sua solidao. Vamos ver se um cigarro resolve suas dores."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentou no chao e encheu o copo com vinho tinto. Aquilo de beber vinho tinto em copo pequeno de cerveja era tao próprio dela que ele nao pôde evitar rir. Ela era aquela coisa estranha que tinha soluçao para tudo e bebia champagne até na xícara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez lhe faltasse isso, isso que ela tinha tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me empresta um pouco dessa sua liberdade, que só o cigarro nao vai adiantar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem, mas leva de brinde um pouquinho da minha esperança, também, que te faz falta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele levou, junto com o cigarro, o vinho tinto e o corpo dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-7441406681589294495?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/7441406681589294495/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=7441406681589294495' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7441406681589294495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7441406681589294495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2010/03/leva.html' title='Leva'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-1312960885548468168</id><published>2009-11-16T11:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T11:32:08.805-08:00</updated><title type='text'>sobre sonhos, a vida e tainara.</title><content type='html'>tinha muitas idéias. muitas delas boas e outras bastante descartáveis. mas eram muitas.&lt;br /&gt;tinha enredos interessantes. alguns deles inteligentes e apetecíveis.  mas nao tinha tempo.&lt;br /&gt;tinha vários sonhos. muitos deles factíveis e outros tantos risíveis. mas os tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela se chamava tainara, queria mudar o mundo, escrever livros de drama, lutar contra o tráfico de seres humanos, morar na escócia e depois voltar ao brasil. queria terminar a carreira de direito para saber tudo sobre os direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só que nao tinha muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela se sentava no metrô, escutando legiao no ipod e pensando em tramas para escrever. ela revisava os temas de derecho de la unión europea e pensava que sevilla era muito pequena em comparaçao com sao paulo, mas que era mais tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desejava se chamar olga ou valentina e escrever romances eróticos com personagens intrigantes como sirius black ou sir stephen. queria que o ano inteiro fosse inverno, que pudesse matar aulas de introducción al derecho romano para sentar no pub com seu cigarro e o laptop e morrer de escrever sobre seu melhor e mais inovador enredo para uma novela um pouco pornô e um pouco noir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela se chamava tainara e tinha sonhos que um dia ia concretizar. e vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-1312960885548468168?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/1312960885548468168/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=1312960885548468168' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/1312960885548468168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/1312960885548468168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2009/11/sobre-sonhos-vida-e-tainara.html' title='sobre sonhos, a vida e tainara.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-1875562964135004238</id><published>2009-03-25T07:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T07:42:00.716-07:00</updated><title type='text'>C-I-N-E-M-A</title><content type='html'>Um quebra cabeça de imagens. Imagens em movimento. Uma duas três oito. Um quebra-cabeças em movimento. Dezenove, quarenta e três. Muitas imagens seguidas. Uma história repartida entre cinco seis sete cenas. Muitas histórias. Preto e branco. Preto no branco. Risadas vermelho escarlate e amarelo ouro. Vídeos bem enquadrados tortos mal-feitos. Imagens coloridas, descoloradas. Riscando margem roteiro direçao. Açao! &lt;br /&gt;Seis letras mas inúmeras definiçoes. Rosto a rosto suor máscara música imagem. C-I-N-E-M-A. Corta! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para Renato xD e Jucá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-1875562964135004238?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/1875562964135004238/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=1875562964135004238' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/1875562964135004238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/1875562964135004238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2009/03/c-i-n-e-m.html' title='C-I-N-E-M-A'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-6085522764662360757</id><published>2009-03-07T08:53:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T11:15:52.387-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Era o sol, a luz do dia, ou fosse apenas muitos flashes no meio do frio inverno europeu. Seba faz fotos como que brinca de esconde-esconde entre imagens espontâneas e passos de dança. Ele esteve ali no dia mais feliz da minha vida, ele fez fotos que jamais vi em outro álbum de casamento, divertidas, autênticas, vívidas... &lt;br /&gt;Seba captura nossa alma numa mudança de ângulo ou num sorriso fujão no canto da boca. Nada lhe escapa, seja um olhar, um bocejo, um movimento de dedos... Todo detalhe para ele é imprescindível, é a imagem verdadeira de cada um dos modelos e transeuntes que já fotografou.&lt;br /&gt;E além de tudo, Seba é uma dessas pessoas que nunca esquecemos. Fechando os olhos eu posso revê-lo como pela primeira vez, a mesma energia, o ânimo, a paixão pela fotografia. Seba é uma mistura inovadora. E é um turbilhão de sentimentos que me faz chamá-lo de irmão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sebastien maillot é um dos meus melhores amigos, é um fotógrafo brilhante, quem quiser conferir a página dele o link está aqui abaixo, está em espanhol, frances e ingles, mas em breve terá em portugues tb, estou ajudando-o nas traduçoes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sebaphotographer.com/ES_SEBAphotographer/HOME_.html"&gt;www.sebaphotographer.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-6085522764662360757?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/6085522764662360757/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=6085522764662360757' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6085522764662360757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6085522764662360757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2009/03/era-o-sol-luz-do-dia-ou-fosse-apenas.html' title=''/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-6547511665277199522</id><published>2008-09-07T17:27:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T17:31:09.519-07:00</updated><title type='text'>Besos que Matan</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;1. Tus dolores yo ya no los creo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os sapatos socando o assoalho de madeira, cronometrados com a música, com o violino, com a voz melodiosa, com o ritmo lânguido e, ao mesmo tempo, desesperado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O suor nascendo de cada poro, brilhando na pele alva, escorrendo pela nuca, enquanto os pés traçavam passos inflexíveis, mudando a freqüência, esquivando-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As expressões dramáticas que só ela sabia encarnar tão bem, a solidão que banhava seu olhar, o sofrimento que franzia o seu cenho e a rodopiava sobre os saltos negros, a dor que a fazia abraçar o próprio corpo e trançar as pernas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Toda aquela dor que ela encenava com tamanha perfeição sequer existia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Era apenas a dor do tango.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;2. Tus miedos ya no me dan pena.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As rendas negras do espartilho se aderiam à pele suada e acentuavam as curvas dos seios, delineavam a cintura, ameaçavam a razão de qualquer ser humano e ludibriavam a visão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A saia já estava erguida até as coxas, numa vã tentativa de afastar o calor que fervia em seu corpo e queimava como o inferno. Teve que abrir os vidros das janelas e esperar que aquela tarde ensolarada soprasse algum vento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eles dançavam juntos separados. Aquela estranha sensação de estar sozinho mesmo que acompanhado de alguém. O violino deslizava, as cordas se preparando para o ponto culminante, os passos melancólicos, as pernas dela traçando com rapidez alguns golpes certeiros entre as dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um rodopio e os dedos se soltando, como mandava a coreografia, e o medo estampado nos olhos negros dela, turvos, as mãos agarrando os cabelos, olhando ao redor, olhando sem vê-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O pavor inundando os passos dela, os rodopios desesperados, a necessidade dos braços dele, o choro começando a brotar dos olhos, a fobia inexata daqueles que a fingem... Então o reencontro. O corpo sendo apalpado pelas mãos dele, o roças de lábios, a busca do olhar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tango é interpretar um medo que você não tem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;3. Tu olor ya no me encanta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os fios negros jorrando ao girar, golpeando o rosto mal barbeado. Aquele cheiro de shampoo de jasmim se misturando ao suor, ao perfume amadeirado que ele usava, ao vento quente da janela, ao pó da sala, afundando-os num aroma tão deles que mais ninguém poderia distinguir ou apreciar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O agridoce do pescoço dela ardendo na língua dele, enquanto os passos paravam aos poucos e seus lábios se encontravam; as línguas dançando e os dedos se afundando na calcinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma espécie de ódio em conjunto com o suor, desespero e tango; e ele apenas de calça e sapato, as tatuagens no peito e os cabelos úmidos, grudando na pele, no rosto, no corpo dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As costas dela bateram na parede, o corpo dele, suado da dança, roçou no espartilho, sua mão afastou a calcinha, a saia erguida de maneira provocante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As leis do tango...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sensual.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; Ele encaixou as pernas entre as dela, e a fez senti-lo, rígido e quente, muito próximo de onde queria chegar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Sexual.&lt;/em&gt; Deixou-se entrar devagar, uma mão puxando os cabelos longos e encaracolados, negros e misteriosos; a outra mão na coxa, suada e lisa, por onde sua mão deslizava facilmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Amoral.&lt;/em&gt; Estocou com força e ela gemeu, mordeu os lábios, passou as mãos pelo próprio busto, preso sob o espartilho, instigante e atrevido. Outra vez, ela gritou junto dum gemido dele, excitando-o mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela era uma farsa. E todos seus atos eram coreografados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aquele cheiro deles se misturando com o cheiro do pecado que cometiam, o aroma que ele não suportava mais, que o enojava e fascinava, que enfeitiçava, mas que, aos poucos, o matava. Ele não agüentava mais, não conseguia lutar contra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aquele aroma de farsa que ele aprendera a repudiar, que não o encantava mais, mas que ainda surtia efeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O veneno do tango.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;4. Pero nuestros besos aun me queman.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O fervor dos lábios de ambos, consumindo um no outro o pecado do desejo, da necessidade de sentir na língua do próximo o próprio veneno, corrompendo seus sangues puros com o proibido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ele afundou dentro dela, fazendo-a rir, deliciada, as respirações descompassadas e eufóricas por mais. As gostas dela golpeando a parede, fazendo barulho, doendo. Ele trouxe as pernas dela para ao seu redor, tendo mais poder de seus atos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O cabelo dela entre os dedos dele, puxando até a dor fazê-la exclamar e tentar empurrá-lo. Mas ele não pára, ele intercala a dor dela entre as pernas com a do couro cabeludo, divertindo-se com a fúria que nasce naqueles olhos negros, e o beijo que ela lhe rouba, que arde e queima na boca dele, com desespero e raiva. O melhor beijo que já provara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os lábios dela o abandonam, e a mulher move o quadril para a frente e para trás, ajudando-o, segurando-se no pescoço dele, vendo-o fechar os olhos e aumentar o ritmo e a força dos seus movimentos. Os lábios entreabertos numa expressão de gozo próximo e desejo sendo saciado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esse era o poder que ela tinha sobre o moreno, o de deliciá-lo com tão pouco esforço e o enlouquecer com apenas um beijo. O homem tremeu e soltou as pernas dela com uma expressão satisfeita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A satisfação egoísta do tango.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;5. Besos que matan.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Beijaram-se com ainda mais desejo e ódio, os dentes machucando os lábios e as línguas guerreando para não serem envenenadas. Ele sabia que um dia enlouqueceria com aqueles beijos. Ela o soltou, e o rosto dele ardeu com um firme tapa, parte da coreografia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aqueles beijos queimavam. Eram beijos de tango, beijos que matam.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-6547511665277199522?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/6547511665277199522/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=6547511665277199522' title='5 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6547511665277199522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6547511665277199522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/09/besos-que-matan.html' title='Besos que Matan'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-3825730647762633211</id><published>2008-09-06T09:45:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T10:59:34.451-07:00</updated><title type='text'>Roedores</title><content type='html'>&lt;div&gt;Os ratos estão espalhados por tudo. Estão embaixo da cama, dentro dos armários, sob as ripas de madeira do assoalho. Estão roendo os tecidos, as madeiras, o cimento das paredes, a minha carne humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os ratos estão se infiltrando em mim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou suja, caída no chão. Estou escandalizada, violada, cansada. Não sei bem de onde vieram, mas não saem de perto de mim, não me deixam, não le largam. Não me deixam acender as luzes, eles gostam de escuridão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui abusada por mim mesma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-3825730647762633211?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/3825730647762633211/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=3825730647762633211' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/3825730647762633211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/3825730647762633211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/09/roedores.html' title='Roedores'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-8518305014694951207</id><published>2008-08-30T12:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-30T12:33:55.538-07:00</updated><title type='text'>Lúcia.</title><content type='html'>Aquele tipo de dor-de-cabeça permanente, que dura o dia inteiro, como uma música antiga perdurando e rondando o encéfalo, lhe fazendo lembrar, relembrar, e de novo e mais uma e outra vez...&lt;br /&gt;A dor me lembra a cada instante que as olheiras aumentam, a palidez cresce, as tosses ficam cada vez mais firmes, e a cabeça parece prestes a estourar... Uma mistura de um Beetoven irritante que não pára de tocar essas sinfonias tão parecidas umas com as outras e a modinha de outrora, que eu gostava...&lt;br /&gt;É a pena da galhofa de Brás riscando o papel com tinta da melancolia, e Lúcia me fazendo viver mais anos em uma hora do que em toda a minha vida, o coração palpitando, vivendo, rufando...&lt;br /&gt;Talvez seja o spleen, o mal do século, talvez o Azevedo estivesse certo, nesses teus raios divinos me abandono, talvez esses sejam os últimos... Está tudo em silêncio, com a dor a latejar, a boca a tossir, a tuberculose a espalhar, o café a descer pela garganta e Lúcia a se despir...&lt;br /&gt;Isso sim é sinfônia, ah Lúcia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-8518305014694951207?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/8518305014694951207/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=8518305014694951207' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8518305014694951207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8518305014694951207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/08/lcia.html' title='Lúcia.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-1325088949708806584</id><published>2008-08-15T15:42:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T15:45:58.143-07:00</updated><title type='text'>Espera pela Resposta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Dizem que escrevemos o que somos. Mas o que sou então? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Sou misto de dor, desespero, vício, maldição e amor? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Pois minto bem, e sei que minto, porque longe de todos me faltam sorrisos e piadas, me sobram rebarbas de nostalgia e depressão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Pois sozinha sou eu mesma e descubro quem sou lendo Joaquim, José, Raduan, Caio e Clarice, ouvindo o Renato murmurar sobre o que é dor, medo, depressão, falta de fé...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;E a única luz que existe não está, e sozinha me descubro dependente dessa luz e das palavras, e do toque e o timbre de voz num "que pasa?", Jose é luz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Somos iguais, semelhantes,  buscando algo no que crêr, decidindo ter fé um no outro. Mesmo com a escuridão da minha solidão-pseudo-depressiva, ou na dúvida-angustiante-contínua dele. Porque procuramos e acabamos encontrando, um no outro, o apoio para suportar a espera pela resposta.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-1325088949708806584?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/1325088949708806584/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=1325088949708806584' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/1325088949708806584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/1325088949708806584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/08/espera-pela-resposta.html' title='Espera pela Resposta'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-4363020179901322851</id><published>2008-06-24T10:10:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T10:12:59.346-07:00</updated><title type='text'>A Incompreensão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Você me entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça se virou para olhar a amiga, que a encarava com um misto de desespero e incompreensão. Não, não entendia. Aquele silêncio em resposta, silêncio que de nada se parecia com um “&lt;em&gt;quem cala consente&lt;/em&gt;”, aquilo era o contrário, era o aviso prévio do não-entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me desculpe... – murmurou sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como assim? Como não compreendia? Era tão simples, tão obvio! Mas porque ninguém lhe compreendia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu! – exclamou – Ninguém entende! Por que diabos querem tanto saber o que eu penso se sequer minhas dores vocês são capazes de compreender? &lt;em&gt;POR QUÊ&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doía, e doía ainda mais fundo saber que nem ela, sua mais próxima amiga, lhe entendia. Não é difícil assimilar, é fácil. Não entendemos o que não se passa conosco. E a amiga não a compreendia porque nunca havia passado por tal sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela sensação amarga de deslocamento, de falta de encaixe, molde. Aquele nojo de tudo a sua volta, de todos os rituais - &lt;em&gt;quase satânicos&lt;/em&gt; - de ingresso em grupos. Todos os tipos de grupos! Desde os intelectuais aos fashionistas. Todos morressem, bando de merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas conveniências e combinações de cores e roupas, e todas as meninas andando iguais, parecendo manequins de amostra de cores. A falta de realidade em tudo aquilo! A falta de variação! Todos aqueles cabelos escovados e chapados, lisos e longos, idênticos! Apenas a mudança de tom, de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto incômodo ao notar a falta de conteúdo, de frases próprias – até de frases feitas sentia falta! -, de massa cinzenta, ou qualquer tipo de estímulo interessante! Eram todos tão cheio de futilidades, ela poderia ter as suas futilidades pessoais, mas os estardalhaços, as explosões de sentimento em público, os desesperos antipáticos, a falta de humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo, tudo, tudo, tudo sufocava, machucava, mutilava seu bom senso, sua análise. Tudo lhe fazia mais crítica, mais impaciente com os outros, mais sozinha, mais introspectiva, mais injustiçada. E isso doía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem... Você pelo menos me escutou. Vai, pode ir com os outros, vai contar para eles que sua amiga acredita que a burguesia é tão alienada, que o Brasil vai ficar ainda mais quebrado quando seu bando de riquinhos estiver com seus 40 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado o caminho da compreensão, não se pode esperar de qualquer um o mesmo sentimento de rancor. É um estímulo pouco usado, é difícil achar pessoas iguais, mas ela pouco se importava. Queria que todos os demais se enfiassem numa festa e inalassem aquela fumaça estroboscópica até ficarem tão sufocados quanto ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Falsidade e mentiras.&lt;/em&gt; E todos as aceitam tanto e tão bem, que os que desacreditados são excluídos, mal-olhados, maltratados, &lt;strong&gt;incompreendidos&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-4363020179901322851?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/4363020179901322851/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=4363020179901322851' title='3 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4363020179901322851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4363020179901322851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/06/incompreenso.html' title='A Incompreensão'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-4079968540309083348</id><published>2008-06-23T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T11:01:31.962-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Todas as cores do mundo, todas as mentiras do mundo, todas as dores do mundo. Tudo. Tudo deixou de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ficou guardado dentro de mim, enclausurado e irritadiço. Magoado num tudo complexo e abstrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mero retrato mal-tirado, que deixou de existir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-4079968540309083348?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/4079968540309083348/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=4079968540309083348' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4079968540309083348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4079968540309083348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/06/todas-as-cores-do-mundo-todas-as.html' title=''/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-8986971807496685220</id><published>2008-06-23T10:12:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T10:16:54.471-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;E é tão bom quando eu sinto assim, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;seu corpo roçando no meu. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Meio com sono, meio desejoso.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Meio cheio de algo mais...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-8986971807496685220?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/8986971807496685220/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=8986971807496685220' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8986971807496685220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8986971807496685220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/06/e-to-bom-quando-eu-sinto-assim-seu.html' title=''/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-5909276721665927377</id><published>2008-06-19T14:47:00.000-07:00</published><updated>2008-06-19T15:19:04.503-07:00</updated><title type='text'>Como nascem as estrelas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em 1977 eu nem pensava em nascer. Em dezembro de 1977 eu nem sonhava com "o que é viver". No dia 9 de dezembro de 1977 eu não sabia o que era vida, mas se existia em mim algum modo de vida, certamente ela se calou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo esteve em silêncio, um silêncio dolorido que eu não compreendia. Uma estrela nascia, brotava entre tantas outras, firme, brilhante, vigorosa, tremelusindo de tão forte que era. Era um novo pontinho de luz no meio do nada, no azul opaco e infinito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era ela. Ela. Tão clara e cintilante, tão clara, clarice. Clarice, diminutivo de clara, aquela que é pura, brilhante e ilustre. Há nome assim tão perfeito para outro dono? Para mim que não há mais ninguém. Clarice brilha, não é pura, mas é ilustre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não é pura porque o mundo a contaminou tanto, que se não escrevesse o que sentia, a morte lhe levaria. Porque quando não escrevia, sentia-se morta. Porque a morte quer dizer que não há mais o que escrever. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No dia 9 de dezembro de 1977 eu esbarrei numa estrela. Sim, sim! Estrela, de luz infinita! Estrela Clarice, ilustre e brilhante. Estrela importante, porque ser estrela no céu não basta, tem de ter motivos para virar estrela, tem que entender tão bem sua própria dor para escrever afundando os dedos nas feridas do mundo. Na tua ferida, meu caro leitor, na dela mesma, na minha - sequer nascida. É preciso ter visão de cosmo para virar estrela e se sentir normal ao lado das demais, que também viam tudo muito mais que os reles mortais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu tenho um Lis preso ao peito. Uma flor de lis, branca, cândida, pura. Lispector, me dói escutar: Lis-pec-tor. Dói saber que não está mais aqui para responder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Naquele dia 9 encontrei Clarice admirando a Terra, murmurando que era grande, azul e redonda demais. Pois era mesmo, para ela - tão cheia de achar defeitos e, ainda assim, se deliciar ao descrever imperfeições - a Terra era perfeita demais. Tudo em demasia. E ela gostava dos erros, gostava de vê-los...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dezembro nunca me pareceu tão devagar com Clarice murmurando frases bonitas, se tivesse anotado lhe sairia um livro, um livro profundo que falava sobre o quanto era bom ter defeitos. As outras estrelas estancaram para ouvir as frases, juntar uma com outra e lançar-se a um parágrafo, quem sabe uma página?, seria possível um capítulo? ou dois, ou três...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então Clarice olhou-me - meu coração pulou um batimento -, eu que não era estrela, que era apenas pó, que bebia das palavras dela como um filho bebe do leite da mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando..."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sorri para ela. Escrever era viver, era como se faltasse o ar quando faltassem frases soltas em guardanapos de papel. Comove: você bebe da fonte e passa em diante, você escreve para compreender o mundo como lhe foi ensinado muito antes de pensar que um dia ia nascer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vieram outros. Eles formavam legiões, constelações, para se ajuntarem e falarem frases perdidas, para aqueles que ainda nem pensam que um dia podem nascer aprendam. Mas falam, e ensinam desde sempre que escrever é criar luz no breu. É falar a verdade quando todo mundo mente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É assim que nascem as estrelas, no meio da mentira e da falta de bom senso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;* título adaptado do livro "Como nasceram as estrelas" - de Clarice Lispector.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-5909276721665927377?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/5909276721665927377/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=5909276721665927377' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5909276721665927377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5909276721665927377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/06/como-nascem-as-estrelas.html' title='Como nascem as estrelas'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-6207318772357645648</id><published>2008-06-18T13:34:00.000-07:00</published><updated>2008-06-18T13:39:22.425-07:00</updated><title type='text'>Casual</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo o que eu disse, confessei, tentei lhe convencer, tudo, absolutamente tudo era mentira. Não acredite em mim, no amor que eu lhe demonstrei, nas noites de sexo que lhe dei. &lt;em&gt;Não acredite&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense que foi tudo casual: sexo casual, &lt;em&gt;amor casual&lt;/em&gt;. Como aquilo que vem, bate e volta; e nunca mais lhe esbarrara de novo. Porque eu &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; quero lhe esbarrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro ser sincera, escute bem, não vou repetir, pode ficar com minhas cartas de amor casual, meu conjunto de lingerie de renda, meu telefone na agenda do seu celular, mas não me venha com essa de querer voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paixão passa&lt;/em&gt;. E foi isso, passou. Não era amor, nem nunca foi. Podia ser prazer, desejo, tesão... Chame do que preferir, mas &lt;em&gt;nunca&lt;/em&gt; de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é bonito demais para o que fizemos, amor é poético, é puro, é verdadeiro. Não é “&lt;em&gt;Ligarei na quinta, se possível&lt;/em&gt;”, não é “&lt;em&gt;Transei com uma carioca semana passada. Culpa tua que não retornou a ligação&lt;/em&gt;”, não é “&lt;em&gt;Prometo que ano que vem a gente noiva&lt;/em&gt;”, não é “&lt;em&gt;Porra, mas você comprou outro sapato! Ta fazendo coleção&lt;/em&gt;?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá para o inferno, &lt;em&gt;Rodolfo&lt;/em&gt;, você e a carioca assanhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se lembre do meu cheiro, não me chame de amor, não peça os presentes de volta, não devolva o relógio que lhe dei, não beije outras na minha frente, não me humilhe; &lt;em&gt;humilhe a si mesmo&lt;/em&gt;. Porque você e a carioca bem que merecem uma boa humilhação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me chame de querida, não peça desculpas, não olhe nos meus olhos e discurse &lt;em&gt;mais um dos seus textos ensaiados&lt;/em&gt;, sequer fale comigo. E &lt;em&gt;nunca mais&lt;/em&gt; olhe nos meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu&lt;/em&gt;? Desejar você? Oras, quem não desejaria. Um corpo perfeito, bom na cama, mas um intelecto de &lt;em&gt;mosca&lt;/em&gt;. Eu não gosto de moscas, mataria uma por uma até &lt;em&gt;sumirem&lt;/em&gt; do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tudo mentira, do começo ao fim. Nunca quis mais do que isso: duas horas no motel numa tarde depois do trabalho, fins de semana na sua casa de praia, um feriado em &lt;em&gt;Campos do Jordão&lt;/em&gt;, e uma semana inteira na sua casa – quase impossível de aturar, confesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rodolfo&lt;/em&gt; vá embora e &lt;em&gt;me deixe&lt;/em&gt; em paz! Não preciso de homens como você; não preciso de &lt;em&gt;você&lt;/em&gt;! Vá para o &lt;em&gt;Rio&lt;/em&gt; buscar sua carioca e faça um bom sexo com ela, por que eu não ligo. Porque sexo por sexo eu arranjo melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chame de amor aquilo que você sequer valorizou, e avise a carioca que você costuma pensar em namoro como sexo &lt;em&gt;casual&lt;/em&gt; sem contatos familiares. E depois de avisá-la, vá se &lt;em&gt;foder&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-6207318772357645648?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/6207318772357645648/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=6207318772357645648' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6207318772357645648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6207318772357645648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/06/casual.html' title='Casual'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-5758083592857259746</id><published>2008-05-05T17:37:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T17:39:51.062-07:00</updated><title type='text'>trecho da minha história "3 Heroish Days"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A verdade é que tudo começa de repente. Primeiro, você entra na puberdade e os hormônios entram em parceria com a rebeldia; depois, você e seu bando de colegas percebem que estudam em uma das escolas mais caras, que vocês têm tudo o que querem e quando querem, e que ter tudo é muito fácil e chega a ser sem graça; então vocês querem diversificar e, com quatorze e quinze anos, começam a pichar os muros das zonas 8 e 7 e aquilo lhes gera a melhor adrenalina que já sentiram, e passam a pichar a zona 6, e depois a 5, até que um guarda corre atrás de vocês na zona 4 e vocês decidem que a brincadeira perdeu a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, o melhor que encontram é andar por Camden Town e comprar haxixe, fumo pro arguile, e chegarem à maconha aos dezesseis. Então, quando seus pais viajam, vocês fazem festas com drogas e bebidas, e ninguém liga se você transar com dois na mesma noite ou se você beijar alguém do mesmo sexo que o seu. O barato é continuar ali e acercar o círculo vicioso que vocês iniciam, acreditando que não passa de uma brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando aquilo vira rotina você fica entediada e com dezessete vai para um daqueles bares que querem mais é que se dane a sua idade, desde que você pague, beba muito e não vomite. Então, você e sua melhor amiga abandonam o grupo sentado à mesa e vão pro banheiro para dar uns amassos e ir além dos beijos a que costumavam se limitar, e você descobre que é mais excitante fazer aquilo com alguém do seu sexo, porque chega a ser mais íntimo, não dá tanta vergonha e vocês se entendem tão bem, e porque nenhum garoto teria dedos tão certeiros quanto os de outra menina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, quando os seus amigos começam a desconfiar que as longas idas ao banheiro são para descarregar a excitação, eles ficam extasiados com a novidade e pedem para ver, mas vocês não deixam, ainda estão muito sóbrias. Mas não demora muito para, numa dessas festas, vocês cheirarem pó demais e aquilo afetar suas composturas e vocês ficam ali mesmo, no sofá dos Zabinni, na frente de todo mundo, e na semana seguinte deixam que os amigos vejam vocês fazendo coisas além de beijos fervorosos, e alguns deles até tentam entrar no meio, mas vocês não querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois dessa época um desses amigos descobre a tal da Heroína. Tinha nome melhor para a melhor coisa que você já experimentou? Heroína. Era simples, era a única coisa que salvava sua vida do tédio e da normalidade. E você sonhava e viajava para mundos distintos, e vocês amavam isso, não é mesmo? Estar em um mundo distinto... Vocês amam ser diferentes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você deixa sua melhor amiga mais de lado, mesmo gostando muito dela e apreciando aqueles movimentos circulares que só ela sabe fazer, mas acontece que existem coisas mais fortes que os movimentos dos dedos dela, existem coisas capazes de te fazer esquecer o mundo e a racionalidade. Esquecer que seu pai fugiu de casa com outro homem e que muita gente riu disso, esquecer que sua mãe nunca está em casa e que cada dia tem um namorado diferente porque, afinal, ela ainda se julga uma adolescente de cinqüenta anos. E você adora se esquecer dessas banalidades, porque é mais fácil viver assim: esquecendo as verdades tão inconvenientes da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque você odeia a sua vida e você foge de qualquer realidade, porque você é fraca e é muito mais fácil fingir que não vê, é mais fácil não assumir quem você é e os problemas que você tem, porque você se envergonha disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você se droga, você se droga e esquece sua merda de vida, porque você não tem coragem de enfrentá-la, você é fraca e medrosa, e prefere não ver o que está à sua frente, nem ouvir o que sua melhor amiga e suposta namorada te diga. Você não quer os seus problemas, então foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foge porque é mais conveniente do que assumir suas próprias fraquezas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-5758083592857259746?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/5758083592857259746/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=5758083592857259746' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5758083592857259746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5758083592857259746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/05/trecho-da-minha-histria-3-heroish-days.html' title='trecho da minha história &quot;3 Heroish Days&quot;'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-7063593112004194187</id><published>2008-03-05T07:02:00.001-08:00</published><updated>2008-03-05T07:02:21.164-08:00</updated><title type='text'>o pior</title><content type='html'>o pior, é quando você sonha, sonha muito, sonha alto, se ilude. o pior é quando você não acredita e, com o tempo, passa a acreditar. o pior é quando isso passa a ser uma coisa importante, linda, e você descobre que não vai ter.&lt;br /&gt;então o sonho acabou, a beleza acabou, a ilusão acabou, e tudo o que resta é um sabor estranhamente amargo na sua boca, um nó na garganta e uma vontade ruim de chorar e não parar até se esquecer que você acreditava que era possível.&lt;br /&gt;mas que não foi possível dessa vez.&lt;br /&gt;aprenda: tudo ao seu tempo.&lt;br /&gt;tudo na hora certa, na hora em que deve ser, sem ilusão, sem falsas esperanças, com coragem e com esforço.&lt;br /&gt;nada acontece sem um motivo. agora, descubra o motivo por não ter acontecido, e seja forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-7063593112004194187?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/7063593112004194187/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=7063593112004194187' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7063593112004194187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7063593112004194187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2008/03/o-pior.html' title='o pior'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-8957168681694330138</id><published>2007-12-25T16:53:00.000-08:00</published><updated>2007-12-25T16:59:43.914-08:00</updated><title type='text'>2008</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O destino me parece um passarinho, voa para lugares que desconhecemos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;strong&gt;Então que meu destino-passarinho vôe para onde melhor for este ano!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;strong&gt;FELIZ 2008!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-8957168681694330138?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/8957168681694330138/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=8957168681694330138' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8957168681694330138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8957168681694330138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/12/2008.html' title='2008'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-6845160447495383118</id><published>2007-12-24T08:08:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T08:23:23.202-08:00</updated><title type='text'>Minhas irmãs.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma amiga me ensinou que abrir mão dos sonhos é deixar de ser você mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma amiga me disse que um texto que eu escrevi sobre mim, era sobre ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Essas duas amigas estão tão longe, mas são as mais próximas sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Irmãos sempre moram no coração, mesmo com brigas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Irmãs escolhidas por - não sei como nem quem - coração, nasceram já dentro do seu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu coração sente muita saudade de duas irmãs minhas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Paolla nasceu no inverno, como eu, e é romântica igual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Natália nasceu no verão, e o odeia assim como eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tainara, Paolla e Natália se conheceram por causa de histórias, escrevendo histórias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a história delas dá um livro de amor.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu quero um dia um Natal com vocês, com filmes, livros e chocolates.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por que eu amo vocês, e existem partes da nossa história que ainda precisamos realizar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um beijo, minhas irmãs.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;FELIZ NATAL PARA TODOOOOS!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-6845160447495383118?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/6845160447495383118/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=6845160447495383118' title='3 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6845160447495383118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6845160447495383118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/12/minhas-irms.html' title='Minhas irmãs.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-2008582160987330701</id><published>2007-12-16T13:32:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T13:42:10.271-08:00</updated><title type='text'>Na rede.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Somos como uma rede.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Indo e vindo com o vento, embalo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Perdendo tempo. Enrolando a vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Costurando o ar com os vaivéns insesantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ir para lá, voltar para cá, redundar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Adormecer sem cessar o balanço, o molejo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Continuando a vida, apesar dos solavancos que a rede dá contra os ganchos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pendurado no ar, sem os pés no chão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sonhando numa rede.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:78%;"&gt;[Em comemoração a eu ter passado na 1ª fase de letras na USP.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-2008582160987330701?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/2008582160987330701/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=2008582160987330701' title='3 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2008582160987330701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2008582160987330701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/12/na-rede.html' title='Na rede.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-5582308790642018287</id><published>2007-12-13T12:24:00.000-08:00</published><updated>2007-12-13T12:30:41.109-08:00</updated><title type='text'>Notas - A Desistência</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela passou a vida inteira desistindo de seus sonhos na última hora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desistia por medo de não alcançar, ou desistia por preguiça. Mas desistia, sempre. Ela queria uma vida que não era dela, que se passava apenas em livros e filmes, ela não era artista de cinema e não tinha um sobrenome famoso, era apenas ela acompanhada pelos seus montes de desistências.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desistira de ser atriz, porque não era tão boa; desistira do menino que queria, porque ele não gostava dela; desistira de ser professora, por pura comodidade de não entrar em uma faculdade. Ela desistia de tudo, e achava aquilo natural, &lt;em&gt;afinal era muito nova para escolher.&lt;/em&gt; Tinha sempre uma desculpa para tudo. Tinha um medo incontrolável de perder ou eleger errado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na verdade odiava desistir, mas era a única coisa que fazia sem pensar duas vezes. O que ela queria? No fundo, nem ela sabia o que queria... &lt;em&gt;Escolhas próprias&lt;/em&gt;... Odiava palpites... Odiava sua mãe e seu pai dando palpites...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela não queria sua vida de sempre, não queria ser &lt;em&gt;apenas &lt;/em&gt;aquilo que era: uma garota que escrevia até que bem. Queria mais, queria se desprender de todo esse passado, queria mudar seu rumo, ser alguém grande e admirável...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas não era. Ela era apenas ela, com seus medos e dúvidas. Cheia de desistências, mas ia descobrir, saberia o que ser e como seguir seus próprios sonhos, mas odiava admitir que um dia veio uma nova ciência que lhe mudou todos os planos. Porque agora que tinha novos conhecimentos, tinha que ajudar os outros, não podia se perder em seus sonhos...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas eram sonhos, não podiam ser largados de lados... Eram seus, faziam parte da sua história...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez essa fosse a hora de menear as coisas: o que ela quer de verdade? O que realmente importa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os novos conhecimentos a assustaram tanto, que ela desistiu de novo, achando que era certo. Mas só percebeu que desistiu depois, e agora não tinha mais volta. Ela queria sentar e chorar, porque não entendia direito porque sempre errava daquela forma, desistindo demais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não podia ter se baseado em novos conhecimentos para modificar suas crenças. Porque aquilo em que acreditamos desde sempre, faz parte de nós, &lt;em&gt;aquilo&lt;/em&gt; é a nossa base essencial. É preciso ter algo surreal em que acreditar, para não virarmos um monte de frases feitas e desculpas esfarrapadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por dentro ela continuava a mesma, e ainda tinha seus sonhos de antes... Ela tinha e sabia que tinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;E não desistiria de novo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-5582308790642018287?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/5582308790642018287/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=5582308790642018287' title='3 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5582308790642018287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5582308790642018287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/12/notas-desistncia.html' title='Notas - A Desistência'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-8595901728336472269</id><published>2007-11-09T12:38:00.000-08:00</published><updated>2007-11-09T13:05:24.430-08:00</updated><title type='text'>Calcanhares</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os tornozelos ossudos estavam espichados para fora das cobertas. Lívidos, albinos, espreguiçando e ainda dormindo. Dormindo sob o olhar dele.&lt;br /&gt;As veias azuladas desciam nos tornozelos e riscavam a pele rosada dos calcanhares.&lt;br /&gt;A janela estava aberta e a chuva caía ralinha, escorrendo no vidro, preguiçosa, como se, no fundo, se cansasse muito por cair, e derramar orvalho nas folhas verdes do jardim, e ajudar a abrir as flores no canteiro.&lt;br /&gt;Enquanto isso, a luz fria da manhã invadia o quarto e iluminava a poltrona sob a janela, onde ele estava jogado, com um copo grande de gim-tônica. Era assim que ficava quando brigavam: não conseguia dormir, não podia tirar os olhos de cima dela.&lt;br /&gt;Deu um gole no gim amargo e viu os tornozelos mexerem, a palpitação em seu peito aumentou; talvez ela acordasse, sentasse na cama e chorasse pela briga de ontem. Ou talvez fosse direto para o banheiro e se demorasse por lá... ou, se ele tivesse sorte hoje, ela poderia se espreguiçar, a alça da camisola caída pelo braço, e então sorriria para ele, com as sardinhas no nariz brilhando na luz do dia.&lt;br /&gt;Então ele andaria até a cama, fariam as pazes e passariam o resto daquela manhã de domingo deitados na cama, com os calcanhares entrelaçados, mudando o canal da TV e se beijando como faziam no começo...&lt;br /&gt;Os tornozelos se esconderam no meio das cobertas; ela continuava adormecida. Bebeu um pouco mais, enquanto as lágrimas assomavam em seus olhos. Levantou e pousou o copo no parapeito largo da janela.&lt;br /&gt;O cheiro dela invadiu-o quando se aproximou da cama. Era sua hora de pedir desculpas e dizer que nunca mais brigariam, que tudo ia continuar perfeito e que não queria que ela chorasse mais, porque quando ela chorava, ele doía e chorava também.&lt;br /&gt;Sentou na cama e se aproximou do corpo dela, deitando ao lado, procurando não assusta-la. Olhou-a, tão tranqüila. Chegou mais perto.&lt;br /&gt;- Eu te amo tanto... – chorou sem perceber, deixando as gotinhas escorrerem devagar e caírem no travesseiro – Eu juro que não vamos mais brigar.&lt;br /&gt;Ela pestanejou e abriu os olhos, sonolenta. Sorrindo. Depois se aconchegou no peito dele, enroscando o calcanhar ao dele e o abraçou, voltando a dormir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-8595901728336472269?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/8595901728336472269/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=8595901728336472269' title='9 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8595901728336472269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8595901728336472269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/11/calcanhares.html' title='Calcanhares'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-5475008588600061911</id><published>2007-10-21T08:12:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T08:42:35.033-07:00</updated><title type='text'>Epifania da nudez.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu poderia ficar horas e horas assim: ouvindo sua respiração enquanto você dorme. Vendo seu peito nu subir e descer; encher e esvaziar.&lt;br /&gt;Poderia passar a vida inteira apenas sentindo e decorando a sensação da sua pele na minha, enquanto está adormecido, enquanto eu velo a noite para guardar sua imagem e cada sensação que ela me traz.&lt;br /&gt;Poderia viver apenas em função do seu ressonar, de casa suspiro ou murmúrio que escapasse da sua boca durante o sono. Tocando cada centímetro do seu corpo, em silêncio, aproveitando seus olhos ainda cerrados na madrugada. Conhecendo cada um dos poros que eu tanto amo.&lt;br /&gt;Se fecho os olhos, sinto teu corpo se aproximando do meu, devagar, seus braços rodeando minha cintura, sob o lençol, puxando-me contra você daquele modo gentil e ao mesmo tempo firme. Seus lábios percorrerem meu pescoço, enquanto eu suspiro e rio. A sensação de torpor com o toque dramático dos seus dentes mordiscando minha pele, para depois morderem mais forte e voltarem a um beijo calmo pelas minhas costas.&lt;br /&gt;Consigo sentir sua boca roçando na minha, numa manhã fria, para me acordar, para me dizer aos sussurros que me quer, e que está na hora de levantar. Então você vira para o lado e continua dormindo. E eu continuo velando sua sonolência.&lt;br /&gt;Continuo reparando na sua pele branca e nas sardas das suas costas, e penso em como você ainda deve estar cansado e em quanto te amo.&lt;br /&gt;Passaria dias te olhando dormir. Olhando-te ler algum texto, observando a maneira como você fica sério quando está interessado na matéria, e em como me olha sobre as folhas e sorri sem graça quando vê que estou te fitando. Então, joga os livros de lado e me puxa para o seu colo. Envolvendo-me com sua fortaleza, aquietando-me.&lt;br /&gt;E sua língua busca a minha e toma minha boca com certa explosão, deitando-me na cama e afastando meu cabelo para olhar bem fundo nos meus olhos e dizer que acredita em mim, nas minhas decisões, e que quer que eu seja feliz com minhas escolhas, desde que esteja junto comigo e possa me amar pela eternidade a fora.&lt;br /&gt;A maneira como teu corpo se ajeita sobre o meu, como nossas peles se aderem. Como seu corpo desce em cima de mim e me invade durante um sorriso. Seus dedos segurando meu rosto durante um beijo mais demorado, lento, apaixonado ou um rápido e louco turbilhão de línguas que me faz rir.&lt;br /&gt;Me tira a roupa, me aperta em seus braços, me conta histórias e canta. Depois me nina para dormir. Eu te amo e eu te amo ressoando pelo quarto. Então você aumenta a marcha lenta e eleva sua luz, me envolve, me mima. E eu decoro todos seus gestos, toda sua poesia, todo o êxtase que me faz sentir.&lt;br /&gt;Eu te quero. E eu sei que, quando adormece sobre meu peito, ainda quente, eu tenho todo o tempo do mundo para sentir todo o torpor dessa loucura que eu chamo de amor.&lt;br /&gt;Enquanto você volta a sonhar com qualquer coisa e me abraça com força, posso admirar o seu suor, que te umedece a testa e brilha sob a lâmpada, e mexer nos seus cabelos emaranhados pelo nosso devaneio.  E sinto seu cheiro espalhado na minha própria pele, e me conforta, me acalma. E me completa de tal maneira que, eu sei, que jamais seria feliz sem você. Por que é isso, esse desvario louco, essa euforia, essa perfeição, o seu toque, as suas mãos, que me fazem viver e amar você.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;{esse, assim como 'O Breu', é para o meu namorado, Jose.}&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-5475008588600061911?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/5475008588600061911/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=5475008588600061911' title='8 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5475008588600061911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/5475008588600061911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/10/epifania-da-nudez.html' title='Epifania da nudez.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-60710382887448518</id><published>2007-09-24T12:38:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T12:46:11.948-07:00</updated><title type='text'>sem você</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"seus lábios beijaram os meus, sem calma, sem pudor. seus lábios beijaram os meus como nunca ninguém beijou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;suas mãos enlaçaram minha cintura e puxaram meu corpo para perto do seu, estávamos tão próximos que achei que eu não conseguiria respirar. mas teus lábios me acalmaram num beijo intenso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ah, menino, como eu te amo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;então, abri os olhos e vi os seus, olhando os meus, fidelidade para todo o sempre. não me importa se você ou eu ama mais, eu continuo te amando e independo da intensidade do seu amor, porque o meu amor é tão forte e tão verdadeiro que eu seria capaz de amar por nós dois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;eu não quero que me deixe, assim como não quero te deixar, e cada segundo sem você eu morro um pouco, esperando ver seus olhos de novo e sentir sua boca contra a minha. me amando desesperadamente, para poder viver sem dor. não duvide em nenhum segundo que essa loucura que sentimos não vai durar, porque, se ela não durar quer dizer que eu morri. não suporto viver sem você..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;para aquele que eu amo de verdade, jose.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-60710382887448518?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/60710382887448518/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=60710382887448518' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/60710382887448518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/60710382887448518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/09/sem-voc.html' title='sem você'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-6745419119010996534</id><published>2007-09-16T09:26:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T09:42:58.151-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;só deixar que nossos olhos se olhem e decidam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas enquanto não te tenho por perto eu sigo vagando por esse mundo de sombras, incapaz de ver além delas. esperando-te com minha tristeza, bebendo gotas de chuva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para, depois, deixar que nossos olhos decidam o futuro desta noite...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-6745419119010996534?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/6745419119010996534/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=6745419119010996534' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6745419119010996534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6745419119010996534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/09/s-deixar-que-nossos-olhos-se-olhem-e.html' title=''/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-7175489130519316671</id><published>2007-09-08T18:24:00.000-07:00</published><updated>2007-09-08T18:46:33.370-07:00</updated><title type='text'>salva de palmas...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;"Porque essa é a única imortalidade que você e eu podemos partilhar, minha Lolita."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Engulo as últimas palavras. O nariz entupindo e as lágrimas tremeluzindo à luz, para depois escorrerem. Ó, o fim de um bom livro... a conhecida sensação de morte. Em todo fim de livro é como se um parente próximo morresse; assim sinto quando me vejo fechando mais um livro e pensando que o meu "atual personagem preferido" foi embora para longe de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eu me apego aos personagens. Ó, crueldade, morro de rir de mim mesma sentindo falta do humor sarcástico do inglês Humbert ou a cínica risada da minha tão jovem Lolita...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Apaixonei-me, desta vez, por um pedófilo e sua comcumbina - seja lá como se escreve isso - e me vi chorando várias vezes por frases insosas (?).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O estilo sádico, ou até mesmo mazoquista que guardo em mim, essa sensação gostosa de sofrer e chorar sobre as últimas páginas de um livro dramático, tudo isso me mostra que ainda continuo no : &lt;em&gt;"adimiro a dor, o sofrer e a solidão". &lt;/em&gt;Meu&lt;em&gt; spleen &lt;/em&gt;seco-sarcástico durante uma rotineira leitura interompida e meu tão conhecido "&lt;em&gt;Que que você quer, mãe, eu tô lendo poxa!" &lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Hoje senti dor quando li a frase (quem leu, quem sabe, entenda) &lt;em&gt;"Ele só partiu meu coração, você destruiu minha vida" &lt;/em&gt;e com um baque, as gotinhas saltaram dos meus olhos, ordinárias, delatando a solidão que eu senti com aquilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Tenho que aprender me desapegar dos personagens alheios... tenho que criar meus próprios... talvez dê mais certo. Vou começar a criar personagens, aí eu posso me apegar a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;eles com mais noção sobre qual é o tal chão em que eu piso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;"Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dedico então, minha última frase - a chave de ouro - a quem a merece:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma salva de palmas a Vladimir Nabokov e seu apaixonante drama, Lolita.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-7175489130519316671?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/7175489130519316671/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=7175489130519316671' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7175489130519316671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7175489130519316671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/09/salva-de-palmas.html' title='salva de palmas...'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-2663694432477444111</id><published>2007-09-07T13:40:00.001-07:00</published><updated>2007-09-07T14:05:36.576-07:00</updated><title type='text'>Ponto Final.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Minhas mãos, trêmulas, escorrendo pela folha em branco que espera sedenta pelas palavras que nela despejo com voracidade.&lt;br /&gt;Sôfrega pela sensação de plenitude que as letras me fazem sentir.&lt;br /&gt;A respiração em  golfadas. O sangue borbulhando em compasso com os golpes da minha caneta, que desfere no límpido papel rajadas de tinta preta e concisa.&lt;br /&gt;Sorrisos e dores construídos em tela pálida, mas as vezes a tela sorri pelas palavras, sorri pelo texto que se forma, sorri pela vivacidade de quem a escreve: Eu.&lt;br /&gt;Eu escrevo sobre mim mesma, e sobre tudo o que vejo, escrevo sobre a vida que pulsa a minha volta. Escrevo sobre as angustias que perpassam o mundo, sobre os amores dos jovens e sobre as doenças dos idosos. Mas sempre, em todo instante, descrevo como uma criança descreve: em míseros detalhes.&lt;br /&gt;O segredo é sentir o que escreve, porque escrevendo eu entendo a vida, ou o que finge ser vida.&lt;br /&gt;Prossigo com as tiradas contra as pautas horizontais, empunhando minha arma e, ao mesmo tempo, meu instrumento de trabalho. E temo, no fundo, que minhas palavras possam ferir alguém durante uma frase dura ou um sentimento muito bem detalhado.&lt;br /&gt;Não se machuque, as palavras tocam o necessário para despertar algo que precisa, de fato, ser despertado.&lt;br /&gt;O último traço na obra prima. O quadro perfeito, em que o autor - eu - critica erros básicos que ninguém mais notaria, para dar o último retoque, o segredo do texto, das linhas amontoadas em rabiscos disformes: o ponto final.&lt;br /&gt;Foi traçado o futuro daquelas palavras reunidas no ponto final.&lt;br /&gt;Ponto final. A mão repousa sobre o papel tingido de letras emaranhadas, os dedos pontilhados de nanquim negro... Ponto final .&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-2663694432477444111?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/2663694432477444111/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=2663694432477444111' title='3 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2663694432477444111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2663694432477444111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/09/ponto-final.html' title='Ponto Final.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-7523991883531208422</id><published>2007-09-06T13:34:00.000-07:00</published><updated>2007-09-06T13:57:15.955-07:00</updated><title type='text'>ah, o amor...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Passei o dia pensando no meu amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mesmo assim meu amor não está aqui comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está lá, longe, depois do oceano,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;embalado pelo som das ondas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;numa praia deserta...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como me sinto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu estou no deserto, sem água, sem ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou sem rumo, esperando o vento acalmar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ouvindo o vento sussurrar lembranças aos meus ouvidos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sussurros. Lembranças. Sorrisos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-7523991883531208422?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/7523991883531208422/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=7523991883531208422' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7523991883531208422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/7523991883531208422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/09/ah-o-amor.html' title='ah, o amor...'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-2038759754656667130</id><published>2007-08-31T13:11:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T13:32:35.245-07:00</updated><title type='text'>Floreios em grafite</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;        Os gases poluentes se dissolvendo no céu cinza respingado de branco. Borrões em grafite, desenhos aleatórios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;        Um por de sol disforme começa a sumir pelo horizonte dando ao cinza-cimento um tom alaranjado, queimando as nuvens. Raios jorram sobre a cidade de pedras e edifícios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;        Ruas movimentadas, cheiro de esgoto e escapamento de carro. Trânsito de pessoas e ônibus por todos os lugares. Amontoados de estudantes e trabalhadores de lado a lado, dando um ar mais alegre para a melancólica cidade de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;        O sinal fica verde para os pedestres, que atravessam apressados pelas listras brancas sobre o asfalto negro zebra de zoológico. Pressa, tudo ali é pressa, e carros buzinando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;        "&lt;em&gt;175 Kilômetros de congestionamento&lt;/em&gt;" - todos odeiam quando o radialista repete aquela informação pela 3ª ou 4ª vez despreocupadamente, afinal não é ele que está no meio do trânsito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;        O sol continua desaparecendo por detrás dos prédios pichados, com a tinta descascando. As caretas e desenhos rabiscados nos muros não parecem mais animados, perderam as cores com o tempo, expostas à poluição. Está tudo sujo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;        Céu grafite rajado de nuvens cinza-claro, talvez chova ou garoe, São Paulo tem tal soturnidade que é quase impossível fugir da depressão, da melancolia, do&lt;em&gt; &lt;/em&gt;sentimento de &lt;em&gt;spleen.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acenda um cigarro e contemple a solidão de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-2038759754656667130?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/2038759754656667130/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=2038759754656667130' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2038759754656667130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2038759754656667130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/08/floreios-em-grafite.html' title='Floreios em grafite'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-2247436367918007617</id><published>2007-08-24T10:14:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T10:48:05.300-07:00</updated><title type='text'>MISERICÓRDIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Misericórdia em letras garrafais no título são as maneiras mais práticas de destinguir o que eu senti ao abrir dois jornais e ler (também em letras garrafais e com muito orgulho) o título da reportagem:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Débora Secco angaria 51% do ibope nacional ao fazer cena de sexo com algemas"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;BAH! Como assim? Qual é a felicidade em compreender, cada dia mais, que a maioria do povo brasileiro gosta mesmo de um sexo &lt;em&gt;bem&lt;/em&gt; explícito e um enredo de merda numa novela? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sabe, a coisa mais repugnante dos últimos tempos é perceber que está aumentando a apelação na TV, e em &lt;em&gt;todas &lt;/em&gt;as novelas, seja às 6h ou às 10h. E ao invés dos filhosdaputa donos dessas emissoras tomarem uma atitude ética e digna mudando a pornografia e os focos de péssimo gosto na televisão, NÃO, eles continuam expondo as maiores atrocidades e babaquices em busca do "capital" e do "lucro". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não vejo novela desde o fim da "Páginas da Vida" - eu realmente gostei daquela novela - e tenho assistido mais aos noticiários e programas da TV paga... Mas parei para pensar e lembrei que muito mais da metade da população brasileira não tem nem condições de sonhar em ter esses canais pagos. Então eu não posso criticar apenas o tipo de gente que assiste essas novelas e que dá ibope para esse tipo de cena, eu tenho que demostrar a minha  indignação perante o fato e relatar, pelos meios viáveis, que nós - pessoas instruidas e cientes de que esse tipo de programação não auxilia nem ensina nada à ninguém - devemos tomar alguma atitude, seja desligando a TV durante esses episódios, seja enviando cartas às emissoras, ou até mesmo pedindo - POR DEUS - que arranjem um roterista descente para uma novela descente e apropriada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois esse tipo de novela, &lt;em&gt;Paraíso Tropical&lt;/em&gt;, são exemplos do que se é bonito e legal fazer para um jovem sem instrução - porque se na novela fazem, eu também posso fazer -, e depois o brasileiro classe média/média alta/alta vêm reclamar que a menina de 14 anos filha da tia da irmã da vizinha da empregada está grávida; &lt;em&gt;"Mas que disparate, não acha?".&lt;/em&gt; Eu acho que o nosso descaso para com a televisão brasileira sim é um disparate, é o mesmo descaso que acabou com o cinema brasileiro na década de 70/80 com a pornochanchada que não foi criticada pelas classes altas, afinal tudo o que vem do exterior é melhor, não é mesmo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensamentos de pessimismo diante da situação cultural brasileira não vão adiantar, então coloquemos as 'cacholas' para pensar e não vamos deixar as conhecidas &lt;em&gt;'melhores novelas do mundo' &lt;/em&gt;se transformarem numa pornografia barata que influencia milhões de jovens no Brasil, sem falar que novelas são exportadas e com isso piora a imagem do Brasil, um país onde o que é bom são as prais, bundas, mulheres bonitas, samba e caipirinha. Dá-lhe libertinagem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não quero que o meu país seja visto como o país do erotismo, das drogas, da criminalidade e do tão conhecido jeitinho brasileiro - empurra com a barriga que tudo se ajeita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por isso, eu digo NÃO às novelas que apelam para a exposição sexual dos personagens sem necessidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Era só o que nos faltava, alem da política, da roubalheira e do tráfico, ter que pedir misericórdia à esses atos promíscuos e sem motivos da nossa maior emissora de televisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Poupe-me, Globo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-2247436367918007617?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/2247436367918007617/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=2247436367918007617' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2247436367918007617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/2247436367918007617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/08/misericrdia.html' title='MISERICÓRDIA'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-4077531287637323593</id><published>2007-08-14T09:40:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T09:58:29.006-07:00</updated><title type='text'>Pra vida inteira.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Oi, pai. Faz tempo que a gente não se fala, não é mesmo? – ficou em silêncio – Mas não tem problema, hoje temos todo o tempo do mundo. Eu juro! Não marquei nenhum compromisso, estou por tua conta agora... Sim, ta tudo bem lá em casa, o Pedro está trabalhando numa boa empresa e o Fred já fala algumas palavras. Eu fico tão orgulhosa dele... É! É como quando eu fazia gol na aulinha de futebol e o senhor comemorava... O senhor sempre quis um menino, eu me lembro quando falava de futebol comigo e eu não prestava muita atenção, mas você soube se contentar com uma menininha. – ela riu – Ah, antes que eu me esqueça, lembrei de você essa semana, porque encontrei a Ana Lúcia, sabe quem é? Aquela minha amiga do balé que ia sempre pra casa depois da aula... Então, eu encontrei com ela no mercado e a gente ficou conversando um tempão, recordando aquela época, os ensaios, as apresentações... Aí eu lembrei daquela apresentação do Quebra Nozes que você não pode ir... Que eu fiquei super chateada contigo e não queria mais te ver, nem pintado de ouro. Foi terrível, ah, mas o senhor sabe que adolescentes de 13 anos colocam tempestade em todos os copos d’água! Ficamos uma semana sem conversar, eu lembro como se fosse ontem, e tudo por causa da reunião com o seu chefe que não podia ser cancelada. Mas depois eu entendi que não podia colocar a minha apresentação em primeiro lugar, e que a reunião tinha sido tão boa que você foi promovido. – voltou a rir – depois fomos os três, nós e a mamãe jantar naquele restaurante chique na Rua do Parque, uma noite e tanto aquela... Não, imagina! Eu nunca ia esquecer de como você pedia desculpas, eram mil desculpas por minuto. Mas, você sabe, no fundo eu me senti pior por ficar uma semana sem falar com você do que por causa da apresentação de balé, tanto que em todas as outras apresentações o senhor não deixou de comparecer e as meninas do corpo de baile morreram de inveja... – suspirou – Sim, pai, eu estou com muita saudade... Ah! E o dia que eu te apresentei o Jorge, o meu namoradinho de Itanhaém, sempre que a gente ia pra praia eu grudava nele e só voltava para a casa da vovó de noite, lembra? E quando vocês foram apresentados eu tive que agüentar a família inteira me gozando porque você contou para todo mundo que eu tinha um namorado caiçara... Isso mesmo, foi no mesmo ano que teve a minha festa de 15 anos. Foi tão linda. O vestido rosa e depois o branco e antes do parabéns você me deu o solitário, sabe que eu tenho ele até hoje! Uso quando saio com o Pedro, coloco junto com a aliança, fica muito elegante. – Se ajeitou no banquinho – E a mamãe chorou tanto, ela disse pra mim que era por causa da música, mas acho que foi por que ela não teve festa... Ah, claro, e por causa da emoção também, não é todo dia que a sua única filha debuta! Não, eu ainda não perdi a mania de me exibir por ser filha única... Mas, sabe, a coisa que mais me veio a mente esses dias, foi a semana que passamos no sítio do Lelo. Eu consigo sentir o cheiro de terra molhada misturado com o aroma do café até hoje. Pena que choveu a semana toda, era um lugar tão bonito, e você inventou de andar a cavalo e bateu com a perna na porteira, ficou muito inchado – meneou a cabeça concordando – Só você, pai! – mudou de posição no banco – Tem coisas que a gente nunca diz, mas sempre teve vontade. Eu sempre achei que você era o meu herói e que ninguém no mundo podia ser como você e, realmente, ninguém se compara a você. As suas histórias para antes de dormir são incomparáveis, outro dia tentei contar para o Fred uma das histórias, mas não consegui fazer ela ficar tão boa quanto quando você as contava, eu só dormia depois da terceira ou da quarta e o senhor resmungava que, um dia ou outro, as histórias iam acabar e eu nunca mais ia conseguir dormir... Sim, pai, eu sinto muita falta delas, – riu – das suas histórias, elas me faziam imaginar como você conseguia pular de um muro de 5 metros com apenas 8 anos de idade. Só criança para acreditar naquilo, não é? Eu nunca disse, mas no dia que você entrou comigo na igreja, no meu casamento, se você não estivesse lá eu não teria nem força nem coragem para entrar sozinha, e você sempre do meu lado me ajudando. Você sempre forte, heim pai! Bem, mas hoje eu vim aqui para te desejar apenas um feliz dia dos pais e dizer que estou com saudades. E... que eu queria que o senhor estivesse aqui com a gente pra ver seu neto dizendo “vovô”, ele está a cada dia mais parecido contigo. Estranho não? As pessoas que passam por aqui devem estar imaginando que eu sou um pouco louca, falando com uma lápide, quem diria... Eu não quis te perdoar no começo, você não podia ter ido embora, a mamãe ficou tão triste, eu tinha medo de te esquecer, de esquecer do seu rosto, era tudo tão estranho... Mas não tem mais problemas, todo mundo já superou e eu imagino que o senhor esteja bem; seja lá onde estiver... Eu queria poder te dar um abraço ou alguma coisa parecida, mas já que isso não é possível... – limpou uma lágrima fujona no canto do olho – E mesmo que esteja longe eu sei que também está por perto, que mesmo estando em algum lugar onde eu não posso te ver, o senhor está cuidando de mim, de todos nós. Então, se cuida também, feliz dia dos pais. Eu te amo.&lt;br /&gt; Ela se levantou do banco e colocou o buquê de flores sobre a lápide cinzenta, dando uma última olhada nas inscrições. “Frederico”, riu, em nenhum momento se arrependeu da homenagem que fizera ao pai dando o nome dele ao seu filho. Jogou um beijo para o nada e caminhou na direção da saída, pela grama verdinha, pensando em como sentia saudade do homem que fez sua infância ser inesquecível. Não ia se esquecer do rosto dele, nem de nada dele. Pai não se esquece, porque pai é uma lembrança para a vida inteira.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-4077531287637323593?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/4077531287637323593/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=4077531287637323593' title='3 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4077531287637323593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4077531287637323593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/08/pra-vida-inteira.html' title='Pra vida inteira.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-6907300304977262231</id><published>2007-08-09T17:02:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T17:09:36.648-07:00</updated><title type='text'>O Breu</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Breu.&lt;br /&gt;Ela. Escuro. A falta dele.&lt;br /&gt;O cheiro. A falta do corpo dele. Das mãos...&lt;br /&gt;O tilintar da corrente de ouro caindo no mármore. As pernas entrelaçadas.&lt;br /&gt;Medo. Ele. O frio do mármore negro.&lt;br /&gt;As mãos agarradas uma à outra, outra à uma. Desejo.&lt;br /&gt;Respirações ofegantes inundando o silêncio dos movimentos.&lt;br /&gt;Aquele tipo de sincronia que não se encontra em qualquer lugar; bocas se abrindo e fechando, corpos arquejando e olhos cúmplices. Ninguém a fazia se sentir tão viva. Só ele.&lt;br /&gt;E então o medo, o frio cortante da separação, mãos sozinhas sem pernas ou corpos onde se amparar. O silêncio, o escuro. O pânico. Pavor. Desordem.&lt;br /&gt;Breu.&lt;br /&gt;Os lábios dele, semicerrados respirando lentamente enquanto ela sorri. Sente paz com ele. Sente amor com ela.&lt;br /&gt;E nada seria parecido se algum dos dois fosse outro alguém, com outra risada, sorriso, respiração ou medo.&lt;br /&gt;Tremor. Um vento frio condensa o ar do quarto num sopro forte. A janela está aberta e ninguém quer fechar; eles não se soltam para nada, nem para andar.&lt;br /&gt;Permanecer embrenhado em seus próprios braços e seios parece muito mais tentador do que se levantar. Nenhuma palavra.&lt;br /&gt;A palavra penitencia a sensação de plenitude, ela vem em golfadas e engole qualquer esperança de perfeição. Quebrando. Rompendo o breu.&lt;br /&gt;Mas tudo é breu quando ele não está lá. Não há luz, silêncio, sorriso. Não há medo, não há graça. O medo da perda é combustível do amor.&lt;br /&gt;Amor é breu. Breu de brumas brandas e calmas, que corrompem o espírito.&lt;br /&gt;Amor não queima, não arde, não aparece. Amor é veneno quente e pestilento que dilacera e não avisa, não dá sinal. É breu.&lt;br /&gt;Olhos. Pares negros equivalentes, mesmo que distantes: iguais, semelhantes.&lt;br /&gt;Pedras negras e idênticas formando duplas, conjuntos, casais. Negros. Olhos banhados de breu. Breu de ternura de tão cálidos.&lt;br /&gt;O breu é quase tão puro quanto o branco.&lt;br /&gt;Branco se compõe de todas as cores. O breu, preto em abundância, é a ausência da luz.&lt;br /&gt;A mão que se solta e traz solidão. A solidão é clara, machuca os olhos. É algodão branco embebido em tinta, é tão claro que espanta a vista.&lt;br /&gt;Ele. Ela. O breu. O branco. A dor.&lt;br /&gt;Vai, vai como se voasse passarinho sem rumo, sem ninho. Pássaro negro de breu e amor que voa longe para um dia voltar. Voltar aos braços dela, para amar e amar e amar...&lt;br /&gt;Braços. Que não o deixa partir assim para tão longe, que lhe prendem pela cintura e o trazem para perto. Os braços são laços arredios e apaixonados que não querem se sentir sós, não querem a falta dele.&lt;br /&gt;Pele. Epiderme. Carne. Casca. Nudez.&lt;br /&gt;Corpos alvos e nus se envolvendo numa dança inebriante de breu e desejo. O desejo os cega em breu, trás amor, trás vida. Trás de volta para ela o que ela não quer perder. Ele.&lt;br /&gt;Sangue. Vermelho. Tudo o que é dela é dele. Tudo nele é dela. Toda ela é dele. O mesmo sangue que corre nele corre nela, toda a boca dela tem o sabor da vida dele.&lt;br /&gt;Toda a vida dele ele encerra num beijo nela. Todo beijo deles termina em breu.&lt;br /&gt;Tudo é breu. Amor.&lt;br /&gt;Todo breu é dele, logo, dela. Toda vida dela depende do breu do amor dele.&lt;br /&gt;Breu.&lt;br /&gt;A ausência de cor na vida deles é completa pela existência de um e do outro. Porque juntos a cor não importa, o que importa?&lt;br /&gt;Só eles sabem o que importa. O breu os entrelaça.&lt;br /&gt;Isto basta.&lt;br /&gt;O breu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-6907300304977262231?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/6907300304977262231/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=6907300304977262231' title='5 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6907300304977262231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/6907300304977262231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/08/o-breu.html' title='O Breu'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-4817727628575627172</id><published>2007-07-24T10:37:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T11:10:43.328-07:00</updated><title type='text'>Emotional non sense.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/RqY6unRtcoI/AAAAAAAAAAU/U1nGkQeYtms/s1600-h/=+.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090821001280582274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 121px" height="141" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/RqY6unRtcoI/AAAAAAAAAAU/U1nGkQeYtms/s320/%3D%2B.JPG" width="160" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar para aquelas setecentas e num-sei-quantas páginas e ver um personagem que você sempre odiou dizendo "i don't think you'r a waste of space". ohh gosh, and than i cried!&lt;br /&gt;Como assim? Eles nunca mais vão se ver? Mesmo se odiando eles eram um &lt;em&gt;família! &lt;/em&gt;ok, o último livro do Harry Potter tem mexido com as minhas emoções...&lt;br /&gt;Eu sinto como se fase da minha vida estivesse acabando, é tão triste. É o despetalar da adolescêcia e o triste, porém triunfante, início da minha adultidade.&lt;br /&gt;Me avisaram que aos 18 anos as coisas começam a mudar. Eu só não acreditei... Não quero acreditar...&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ah, o texto de hoje é este aí embaixo - aqui foi só desabafo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;"A vida é um palco. A vida é teatro. Por vezes você entra e ilumina, emana luz explodindo de felicidade. Outras vezes você sobe no palco com vontade de descer, você diminui e vira pó, chorando a mais bela tragédia que são os erros da vida. Os erros da peça. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;No fundo, todos aqueles que aprendem a pisar no palco com determinação e brilho, lembram-se que no fim do espetáculo haverá a saída, a volta à coxia e, depois, antes de entrar novamente para os aplausos, o túnel negro que é o caminho das coxias ao palco, torna-se um túnel do tempo, túnel da esperança. E as palmas aumentam, e as luzes dos refletores se tornam estrelas, e o coração bate descompassado, e isto sim é a vida. É saber que depois do temporal há a calmaria, e que depois das dificuldades vêm o resultado, o presente, os aplausos, as flores, os abraços. Vêm o bom da vida. A recompensa de pisar neste palco com tanta dignidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Seja ator, atue a vida. Seja o diretor, segure a vida pelas rédeas, comande-a. Seja figurante, roube a cena. Seja o escritor, e faça seu caminho pelas linhas tortas ou retas, mas pelas linhas que você escolher. Lembre-se: você já está em cena."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Tainara - Palco, cena e brilho.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;(Escrito no fim do ano passado) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-4817727628575627172?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/4817727628575627172/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=4817727628575627172' title='4 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4817727628575627172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4817727628575627172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/07/emotional-non-sense.html' title='Emotional non sense.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/RqY6unRtcoI/AAAAAAAAAAU/U1nGkQeYtms/s72-c/%3D%2B.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-4054672875568412985</id><published>2007-07-21T20:09:00.000-07:00</published><updated>2007-07-21T21:44:20.554-07:00</updated><title type='text'>Pay the bills</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089854560624538226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="120" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/RqLLwXRtcnI/AAAAAAAAAAM/kYy0Db9yiqU/s320/pule.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Levantou o rosto, o estômago mareando de novo, ele estava sentado no chão do banheiro há 30 minutos e a maldita vontade de vomitar não passava. Nunca mais ia beber tanto. Não era a 1ª vez que pensava assim, o que lhe rendeu um riso abafado, se tivesse contado quantas vezes ele havia prometido parar de beber e de fumar depois de suas bebedeiras, as promessas passariam de 100.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirou as paredes, aqueles azulejos verde-água lhe agonizavam, pareciam de piscina de hotel na Bahia. Odiava a Bahia, odiava hotel, odiava piscina, odiava os azulejos, odiava aquele tom verde piscina. Já estavam desgastados e com rachaduras, sentiu ânsias, a cor enjoava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vomitou. Sentou-se novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia pensado várias vezes em quebrar as paredes e colocar azulejos novos, brancos, ou pintar as paredes. Tinha que arrumar também o encanamento da cozinha. Faltava dinheiro para tudo, e ainda tinha a pensão da filha que tivera aos 17 anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Pay the bills...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou e se enfiou debaixo da torneira molhando os pulsos, a nuca, o rosto e o cabelo mal cortado, arredio. Catou a toalha, secou o rosto, andou até a sala/quarto/cozinha e sentou na cadeira de madeira. Vendo que sob a fresta da porta, no chão, estava a pilha de contas a pagar que o carteiro lhe trouxera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Pay the bills...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurou algo no meio dos lençóis. Achou o maço de cigarros, tirou um e o acendeu com o fósforo, dando um trago longo, fechou os olhos. Odiou-se por um instante. Quem mandou fazer uma filha com uma colega de escola depois da festa de formatura sem camisinha? Quem mandou beber demais até cair e esquecer de tudo achando que isso vai ajudar em alguma coisa e arranjar contas que não pode pagar? Quem mandou fumar maconha no quarto, ser expulso de casa, trabalhar como empacotador do supermercado, ter um salário medíocre, um banheiro verde-água e um encanamento fodido na cozinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Pay the bills...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcançou um copo e bateu a cinza do cigarro dele, apoiou a cabeça na parede. Que vida era esta? Devia ter obedecido ao seu pai, estaria numa casa limpa, grande e aconchegante, não pagaria aluguel e comeria a comida da Maria, queria de volta a empregada e a época de colégio, tinha que parar de comer aquelas frituras da padaria, aquilo estava o matando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia morrer com dignidade, comendo bem, dormindo bem, casando bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparou que ela não estava lá, a moça que conhecera durante a bebedeira da noite anterior, mas tinha certeza de que havia dormido com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Pay de bills...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dane-se a moça. Apagou o cigarro no resto de água que tinha no copo, hora de ir para o trabalho. Tinha que colocar o uniforme feio, velho e desbotado do supermercado, pegar o ônibus – Terminal Capelinha de preferência, descer no ponto certo apesar da ressaca, comer algo na padaria, fumar mais um cigarro andando mais três quarteirões e, no final, sair da espelunca onde trabalhava às 10h da noite! Isso porque ainda eram 6h30 da matina, porque precisava muito daquele dinheiro suado para pagar as malditas contas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu para o banheiro. O verde-água-vontade-de-vomitar inundou sua vista como se tivesse caído numa piscina. Ajoelhou-se, debruçando no vaso. Mais vômito saindo. Tinha que mudar os azulejos, aqueles eram agonizantes, mas antes precisava ir trabalhar, para arrumar o encanamento da cozinha, pagar a pensão, as outras contas e juntar um restante pra ajeitar aquele maldito banheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“So, pay the bills!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;____________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;esse é o meu preferido dos que escrevi nesse ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(escrito em: 21/06/07)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-4054672875568412985?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/4054672875568412985/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=4054672875568412985' title='6 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4054672875568412985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/4054672875568412985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/07/pay-bills.html' title='Pay the bills'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/RqLLwXRtcnI/AAAAAAAAAAM/kYy0Db9yiqU/s72-c/pule.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2265066525629830790.post-8995401525139088874</id><published>2007-07-19T17:42:00.000-07:00</published><updated>2007-07-19T18:08:09.198-07:00</updated><title type='text'>Escrevi, mas não mandei.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acalma. Acalma que o aperto no peito passa. Passa porque tudo na vida passa - até uva passa.&lt;br /&gt;Eu não sei ao certo o que estou sentindo, se é vontade de chorar ou é alívio, porque eu gosto de você, mas te liberto de mim, porque você não gosta de mim. E eu não quero fantasiar mais nada, estou cansada disso: cansada de amar e não ser amada. E eu vou continuar a chorar até me acostumar com a idéia de que você não nasceu para mim e nem eu pra você, até terminar de nos desfazer.&lt;br /&gt;Pareço criança jogada na cama, rabiscando o diário e chorando um amor não correspondido, mas não é tão simples assim: é algo que parece não ter início, meio nem fim.&lt;br /&gt;Eu não quero castelo, nem príncipe encantado, mas adoraria um "E ela viveu feliz para sempre", sozinha ela viveu, mas feliz para sempre...&lt;br /&gt;Tem uma miniatura de rosa num copo d'água aqui do meu lado, no criado mudo, e tudo o que faço é esperar que ela morra para guardar em um dos meus livros preferidos, entre as páginas que mais me façam sentido. É isso o que faço conosco: espero a morte do que nos resta e "matar do firme amor o fogo aceso"¹, para nos guardar dentro de um livro.&lt;br /&gt;Uma vez me disseram que a pessoa certa chega quando a gente menos espera, mas você chegou quando eu menos esperava. Foi assim, presente de Natal sem pedido nenhum vindo de mim. Mas agora lanço mão deste romance que criei e vivi enquanto você só queria se divertir. Talvez tudo mude um dia...&lt;br /&gt;Não vou dizer que não me valeu a pena, sofrer nos faz humano. A dor significa o que existiu, você existiu, ciúmes existiu e o meu choro existiu; mas só o meu.&lt;br /&gt;Eu queria poder ficar e viver isto, mas não adianta! Quem sabe um dia eu bata na sua casa para tomar um vinho, comer uma pizza ou fazer amor de conchinha, mas não agora. Porque agora não nos faz sentido, o mundo tem muitas facetas e vivemos em faces e fases diferentes, num momento distinto, inconstante, disforme, incompreendido e sem soluções: A princípio não íamos dar certo mesmo, então, pra que tentar?&lt;br /&gt;Às vezes você pode estar pensando que deveria voltar atrás na decisão e aturar a minha pessoa já que somos um tanto quanto parecidos, ou pode pensar que, graças a Deus, a infeliz aqui te largou o pé, mas nunca se esqueça que eu continuo aqui com as crônicas e a chama acesa. E pode ficar calmo que eu não vou servir café pra cafeína não te fazer mal e não vou acender um cigarro pelo bem da sua rinite.&lt;br /&gt;Mas lembre de mim.&lt;br /&gt;Lembre que eu escrevi para você.&lt;br /&gt;Eu gostei de você.&lt;br /&gt;A garota aqui sentiu você e gostou disso.&lt;br /&gt;Não deu tempo de dormir abraçado ou ir ao cinema; tínhamos muito mais o que fazer. Você não leu meus últimos textos ou sugeriu uma boa canção, eu estava ali, mas você não me viu.&lt;br /&gt;Eu cansei de esperar sentada pelo dia de sábado, mas por incrível que pareça você apareceu aqui numa quinta-feira. Eu amei. Me odiei por ter amado. Eu cansei de pensar em você durante muitas horas do meu dia e de falar de você para quem quisesse ouvir. Eu cansei de imaginar, nessa minha cabeça oca e romântica, o dia em que me pediria em namoro, porque eu sei que ele não vem.&lt;br /&gt;A luz apagou. O riso sumiu. A flor morreu. O livro abriu. A escritora chorou. O desenhista sorriu. A boneca cansou. O mundo caiu. A graça acabou...&lt;br /&gt;E a gente dormiu.&lt;br /&gt;Peguei a caneta e escrevi uma carta de despedida para ti. Pois eu sei que não vou mandar, porque eu sei que não consegui dar fim nesse amor não correspondido que levo no peito. Essa é mais uma daquelas cartas escondidas a sete chaves, que será descoberta quando seu autor morrer, e o antigo destinatário estiver já cansado desta vida. Você vai ler e reler, e vai sofrer por saber disto tudo só no fim da sua linha do tempo.&lt;br /&gt;E agora ele chora por saber que esta carta de amor acaba com um verso que ele fez para mim. Você começou, você termina:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“Pra que lamentar o que não é&lt;br /&gt;Se a realidade só vivifica o que passou...&lt;br /&gt;O pensamento é um lapso de amargura...&lt;br /&gt;O fato inexiste, só a desilusão ficou.”²&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor.&lt;br /&gt;Esta é uma carta que eu escrevi, mas não mandei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;(¹ Luiz de Camões – os lusíadas / ² L.H.M.) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bem, essa foi a estréia do meu primeiro blog decente. Beijos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;escrito em: 25/06/2007.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2265066525629830790-8995401525139088874?l=omundodetainara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodetainara.blogspot.com/feeds/8995401525139088874/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2265066525629830790&amp;postID=8995401525139088874' title='6 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8995401525139088874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2265066525629830790/posts/default/8995401525139088874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodetainara.blogspot.com/2007/07/escrevi-mas-no-mandei.html' title='Escrevi, mas não mandei.'/><author><name>Tainara Bécquer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07826373576493582469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_LDi8i-I-_tk/StyBSDf4XYI/AAAAAAAAACo/C4784RLRxvM/S220/derechos_humanos.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
